quinta-feira, 13 de julho de 2017

Feliz ou infeliz?

Presumo que saibam que gosto de viajar e que não tenho qualquer pudor em viajar sozinha.
Mas atenção que já tive!
Aliás, eu era aquela pessoa que não ia ao café (ou a qualquer local social) sozinha porque achava que toda a gente ficava a olhar para mim e tinha vergonha.

E não estou a falar enquanto adolescente... estou a falar já tendo passado a barreira dos 30!

Entretanto a vida deu muitas voltas e eu vi-me numa situação que "ou vivia ou morria" (metaforicamente falando, como é óbvio). Aí eu escolhi viver!

Foi um processo complicado. Começou por sair de casa sozinha (forçar-me a ir sem pensar no que os outros poderão pensar) e culminou com um impulso a comprar uma viagem de avião para Barcelona.
Em menos de nada estava num avião, sozinha. Aliás, em menos de nada estava no meio de desconhecidos... nas Ramblas!

Estão vocês a pensar "mas porque te lembraste disso agora?".
Porque vi um comentário num grupo de facebook de uma pessoa a "queixar-se" que não ia de férias porque era sozinha. Lá tentei explicar que isso não é impedimento. Que até já fui 18 dias sozinha para a Itália e foi uma óptima experiência. Que nesses 18 dias fartei-me de conhecer gente e nada de mal me aconteceu (nem tenho nenhum périplo de ter estado em alguma situação perigosa).
A resposta foi "mas eu não sou capaz".
Ou seja, essa pessoa não é feliz com essa situação.... até dá a entender que é infeliz mas não faz nada para o mudar porque meteu na cabeça que não é capaz de fazer diferente.
E isto é algo que me faz alguma urticária.

Atenção! Eu não advogo que todas as pessoas devem viajar sozinhas... O que advogo é que não devemos ficar em casa a olhar para 4 paredes se isso não nos faz feliz. Porque se fizer é mesmo isso que devem fazer!

Resumindo e baralhando! Eu sou a favor da felicidade em detrimento da infelicidade (ponto).

9 comentários:

  1. Cada vez mais na nossa sociedade se incentiva a que se faça tudo com companhia... As crianças cada vez menos sabem brincar sozinhas, e isso prolonga-se pela vida toda.

    É algo que nem toda a gente percebe, nem aceita. Mas eu estou como tu e já fiz férias sozinha e gostei muito :)

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    1. Concordo!
      Aliás as redes sociais ainda aumentam mais essa necessidade de companhia permanente (se bem que é uma companhia desvirtuada).

      Para mim, é mesmo importante sentar-me numa mesa de café sozinha com os meus pensamentos (por vezes apontados num caderno) ou ir jantar a um restaurante e observar quem está à minha volta (principalmente se estiver no estrangeiro pois aprendo imenso sobre os hábitos alheios).

      À minha mãe meteu muita confusão no inicio.... agora já está habituada. ;)

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  2. Pois subscrevo!! Também era um bocadinho assim e quando fui estudar para os Açores mudei, tal como deixei de ser tão introvertida. Aqui na Holanda ainda me passou mais e adoro fazer programas sozinha!!

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    1. Eu sempre fui meia solitária... mas esta coisa de mostrar que o sou não propriamente com essa intenção mas porque gosto de passear etc. Isso é que foi difícil de assumir sem ter minhocas na cabeça do que os outros poderão pensar sobre mim.

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  3. A pressão da sociedade é uma coisa "fantástica"...

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  4. É verdade que devemos agir conforme nos sentimos melhor. E, por vezes, há situações que nos forçam a agir de alguma forma, mesmo causando desconforto. É bom olharmos isso com um espírito de aprendizagem. :)

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  5. Concordo contigo, não me importava de fazer férias comigo própria!

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  6. Sozinha, sozinha nunca fui... apanhei aviões sozinha mas havia sempre alguém com quem me encontrar do lado de lá. Acho sinceramente que no meu íntimo é um objetivo que gostava de concretizar, mas sou medricas e acho que já não vai acontecer. Mas nunca se sabe!

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