quarta-feira, 7 de junho de 2017

1: The Crowd Cheers

You walk outside and there's a crowd of people standing there, cheering your name. As you stare at them, they cheer louder and more people join in. What are they cheering for?

Hoje é um dia como tantos outros. Acordo preguiçosamente com os raios de sol a despontar pelo meio das cortinas. Abro os olhos lentamente, sem qualquer pressa de acordar e regressar à realidade que me espera fora destas quatro paredes.
Espreguiço-me ainda mais lentamente.

Ao olhar em volta tomo consciência que talvez hoje não seja um dia igual a qualquer outro na minha vida ainda que as quatro paredes que me rodeiam sejam as mesmas que sempre me rodearam. 
No final do dia as paredes vão continuar a ser as mesmas mas eu serei diferente.

Viro-me e penso que não são mais cinco minutos em que estou enterrada no meio de almofadas que irão fazer diferença.

Sim, eu sei que pertenço à minoria das pessoas com sorte no mundo (ou será azar?). Tenho uma vida desafogada e sem grandes preocupações. Isso não faz de mim menos mortal que os outros. Isso não faz que tenha menos sentimentos que aqueles que me rodeiam.

Batem na porta do meu quarto em número par. Ou melhor, ela bate na porta do meu quarto em número par. Faz sempre isso e, só por isso, já sei que é ela que o faz.
Fecho os olhos novamente. Faço-me de morta porque não me apetece enfrentar o "hoje". Além disso, conhecendo-a como conheço... sei que está a tentar que eu me mexa, pelo menos, 30 minutos antes do que é necessário. Não quero!
Nem tentou abrir a porta. Ela já sabe que neste tipo de situações eu fecho a porta à chave para não lhe dar hipótese de me incomodar antes do momento que entendo como razoável.

Volto ao torpor em que me encontrava... Não há silêncio, há sim um murmúrio que o meu cérebro não quer interpretar.
Os raios de sol mexem-se e batem-me na cara. Ou terei sido eu a mexer-me?
Não vale a pena adiar mais. Sento-me na cama e percebo que o murmúrio que vem lá de fora é como alguém que me chama.

Levanto-me e visto o meu robe. Olho-me no espelho e tento minimizar os efeitos do sono na minha cara.
Abro as portadas da minha varanda e sou invadida pela onda sonora que a multidão provoca a chamar o meu nome.
Ao perceberem que vou surgir na varanda do meu quarto há um aumento no volume das saudações.

- Longa vida à Rainha Catarina! - dizem eles em plenos pulmões

E eu só quero gritar "O meu pai morreu! Deixem-me em paz!"

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