segunda-feira, 26 de junho de 2017

10km em Guimarães

Nos últimos tempos comecei a arrepender-me de ter feito a inscrição nesta prova. Primeiro por os 10km de Aveiro à 2 semanas atrás terem corrido mal. Depois disso, os treinos foram sendo uma desgraça. Ou me doía os joelhos ou me doía as pernas. Cheguei mesmo a desesperar porque sentia que o corpo queria mais mas as pernas não conseguiam!!!

A semana passada regressei ao ginásio pois comecei a achar que o que podia estar a agravar a situação era a falta de diversidade nos exercicios.
Claro que este regresso em cima da hora já não iria ajudar na corrida de ontem... mas paciência!

Na sexta fui fazer um treino na rua. Não liguei ao tempo, o que eu queria era ver o que conseguia aguentar. 
Consegui correr 8km (com algumas desacelerações pelo meio) num tempo vergonhoso mas sem sentir que as pernas e os joelhos me falhavam. Andei mais 2 km.

Não fiquei confiante relativamente a tempo mas fiquei contente por ter conseguido correr sem desesperar!

Durante o dia de sábado decidi que nesta prova não iria levar phones. Já percebi que a falta de música não me faz grande diferença e os km iriam estar marcados por isso não necessitava do auxiliar na contagem dos km. Além disso não queria ir com a pressão do tempo. Apenas queria completar os 10km.

A partida da prova foi horrível! Numa zona de terra em que literalmente comi pó seguida de um afunilamento em que tive mesmo de parar para conseguir passar.
Depois disso, muito paralelo! Sempre que pude fugi dele indo pelo passeio mas nem sempre foi possivel.
Até aos 5km apenas caminhei em 2 ou 3 curvas.
Aos 5km tive de abrandar e caminhar. Era zona de abastecimento e eu queria beber água (para mim beber água a correr é impossivel) e o chão estava muito molhado. Como devem imaginar, chão de paralelo molhado é uma combinação para um valente tombo!
Terei andado uns 200m e reiniciei a corrida. O facto de me terem perguntado as horas não me alterou nada. Propositadamente não fiz contas... não queria saber!
Confesso que nos segundos 5km, parei algumas vezes para caminhar mas coisas esporádicas e rapidamente voltava ao ritmo de corrida.
No abastecimento dos 8km, peguei numa garrafa mas como não quis parar acabei por a deitar fora.

A partir dos 7km fui a par de outra senhora (que ia olhando para trás porque +/- na altura em que fomos a par deixou o filho para trás). Só me lembrava do que me tinha acontecido em Aveiro por isso tentei nunca me chegar muito perto nem que ela se chegasse muito.
Já tínhamos passado o marco dos 9km e ela começa a caminhar. Aí eu tive de intervir! Disse-lhe "vá lá! já falta pouco!". Ela respondeu que não queria abrandar e veio comigo! :D 

Quase a chegar à meta olho para o cronometro e vejo que marcava 1h04 e poucos segundos. O meu rosto deve ter-se iluminado!!! Naquele momento fui buscar forças nem sei bem onde e passei vendo 1:04:30.
Dei um salto, gritei "YES!" e segui.... apanhei tudo a que tinha direito e saí dali para processar que desta vez tinha mesmo conseguido fazer os 10km em menos de 1h05!

Estava feliz!

Tempo oficial: 1:04:39
Tempo chip: 1:03:30

YES!!!!!

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Ai a cabeça!

Eu sei que ainda não escrevi sobre a corrida de 10 km que fiz no dia 11... daqui a pouco faço outra e esta ainda está a ser processada.

Em primeiro lugar devo dizer o objectivo que levava era completar a corrida em menos de 1h10 (este tinha sido o meu último tempo numa prova de 10 km), se fosse com um tempo próximo de 1h05 era ouro sobre azul.

O objectivo acabou por ser cumprido visto que acabei a corrida com o tempo de 1:08:09.

Devia ter ficado contente? Devia.... mas não fiquei e já vão perceber porquê.

Como habitual, comecei a corrida e iniciei a actividade no endomondo. Reparei numa mensagem estranha mas não liguei pois na partida é sempre confuso estar atento a mensagens que não são habituais.

Enquanto ia correndo percebi que algo estava errado já que os quilómetros não estavam a ser contabilizados. Além disso a organização não tinha os km assinalados... ou seja, fiquei perdida em termos de distância e isso é algo que me deixa mesmo desorientada (por causa disso é que não gosto de utilizar o strava enquanto estou a fazer a corrida).

Logo no inicio da corrida, uma mulher que eu não conhecia "colou-se" a mim... nitidamente ela tinha o mesmo ritmo que eu e queria companhia. Não me incomodou por isso deixei a coisa correr.

A certa altura (agora sei que foi por volta dos 3.5km) a tal mulher virou-se para mim e perguntou "mas não há abastecimento?". Eu respondi que sim e que devia ser +/- aos 5km. Como eu estava perdida não sabia se era perto ou longe.

Qual foi o problema disto? A partir desse momento só consegui pensar que tinha sede, que ela tinha razão e o abastecimento nunca mais aparecia, etc. Isto significa que aqui quebrei completamente! Queria correr e não conseguia por causa dos meus pensamentos.
Cheguei ao abastecimento e peguei em 2 garrafas de água. Uma bebi logo, a outra foi dividida entre beber e molhar-me.
Não ajudou... não consegui recuperar o ritmo que estava a correr bem no inicio.
Acabar a prova foi uma tortura imensa! Acabei completamente irritada comigo própria e não consegui sequer ficar contente por ter conseguido o objectivo a que me tinha proposto.

Fiquei irritada com isto vários dias! Na verdade acho que ainda continuo irritada... Mas ao mesmo tempo quero retirar aprendizagem.
Neste caso acho que a aprendizagem é que não posso deixar que ninguém se cole a mim da forma como deixei que ela o fizesse. É que essa proximidade deu azo a um momento de quebra num momento completamente desnecessário. Eu já tinha pensado que estava com sede e precisava de água... mas tinha seguido sem pensar 2 vezes no assunto. Aquela interrupção externa deu-me completamente cabo da prova.

Ah! A mensagem estranha do endomondo foi mesmo o GPS que não ativou... O percurso não ficou gravado. Já consegui corrigir.

Agora ando a "lutar" com a corrida de domingo. ;)

sábado, 17 de junho de 2017

Ora vamos lá a ver se nos entendemos.....

Eu sei que a decisão que tomei vai ser complicada a nível físico. Mas tinha de ser tomada uma decisão e esta é a que me faz mais feliz (pelo menos para já).
Se os outros são egoístas ao ponto de acharem que não tomariam a mesma decisão, lamento mas eu não tenho culpa.
Até me posso arrepender... mas eu prefiro arrepender-me de ter vivido do que arrepender-me de ter ficado a olhar para 4 paredes vazias.

É uma coisa que me assiste... VIVER!

terça-feira, 13 de junho de 2017

2: Never Done This Before

If you could do something that you never have done before, what would it be?  Why would you want to do it?

Tenho o diabinho num ombro e o anjinho do outro. Sim, podem imaginar como vemos nos desenhos animados porque é assim que os estou a imaginar.
O primeiro segreda-me ao ouvido "porque te meteste nisto? não sabias já das tuas limitações? volta mas é para o teu lugar e deixa-te de coisas!". O segundo reitera "força aí! ultrapassa os teus próprios limites! o que tens a perder?".

A verdade é que vou avançando muito a medo.
Mas porque achei que seria uma boa ideia fazer um salto de paraquedas quando tenho vertigens horríveis???
Eu sei porquê... Porque, apesar das vertigens serem um medo quase incapacitante, sempre achei que a liberdade sentida em pleno "voo" deve ser indescritível.

E por isso avanço pé ante pé. O instrutor vai dando as informações necessárias para que o salto seja feito em segurança mas o meu cérebro entrou em modo automático.

Entro no avião com o cérebro em branco.
Ouço os motores a trabalhar, as hélices a iniciar rotação... o avião começa o seu percurso na pista e, quase sem me dar conta, já estamos nas alturas. Mentalmente começo a contar até 100. Preciso de ocupar o cérebro e esta é a forma mais simples de o fazer. Estou prestes a desatar aos gritos mas da minha boca apenas saem quase em surdina "47, 48, 49,...".

Chega o meu momento. Agarro a cadeira como se não houvesse amanhã mas tenho vergonha que o instrutor perceba que estou quase paralisada.
Por isso, levanto-me e digo que sim com a cabeça enquanto ele se vai ligando a mim por meio de toda uma parafernália de acessórios.
A porta do avião abre-se e vejo o céu azul à minha frente. O instrutor diz qualquer coisa que não consigo perceber devido ao barulho dos motores e..... AAAAAAHHHHHHHHH

Acordo com o meu grito e percebo que tudo não passou de um sonho, ou melhor, de um pesadelo!

quarta-feira, 7 de junho de 2017

1: The Crowd Cheers

You walk outside and there's a crowd of people standing there, cheering your name. As you stare at them, they cheer louder and more people join in. What are they cheering for?

Hoje é um dia como tantos outros. Acordo preguiçosamente com os raios de sol a despontar pelo meio das cortinas. Abro os olhos lentamente, sem qualquer pressa de acordar e regressar à realidade que me espera fora destas quatro paredes.
Espreguiço-me ainda mais lentamente.

Ao olhar em volta tomo consciência que talvez hoje não seja um dia igual a qualquer outro na minha vida ainda que as quatro paredes que me rodeiam sejam as mesmas que sempre me rodearam. 
No final do dia as paredes vão continuar a ser as mesmas mas eu serei diferente.

Viro-me e penso que não são mais cinco minutos em que estou enterrada no meio de almofadas que irão fazer diferença.

Sim, eu sei que pertenço à minoria das pessoas com sorte no mundo (ou será azar?). Tenho uma vida desafogada e sem grandes preocupações. Isso não faz de mim menos mortal que os outros. Isso não faz que tenha menos sentimentos que aqueles que me rodeiam.

Batem na porta do meu quarto em número par. Ou melhor, ela bate na porta do meu quarto em número par. Faz sempre isso e, só por isso, já sei que é ela que o faz.
Fecho os olhos novamente. Faço-me de morta porque não me apetece enfrentar o "hoje". Além disso, conhecendo-a como conheço... sei que está a tentar que eu me mexa, pelo menos, 30 minutos antes do que é necessário. Não quero!
Nem tentou abrir a porta. Ela já sabe que neste tipo de situações eu fecho a porta à chave para não lhe dar hipótese de me incomodar antes do momento que entendo como razoável.

Volto ao torpor em que me encontrava... Não há silêncio, há sim um murmúrio que o meu cérebro não quer interpretar.
Os raios de sol mexem-se e batem-me na cara. Ou terei sido eu a mexer-me?
Não vale a pena adiar mais. Sento-me na cama e percebo que o murmúrio que vem lá de fora é como alguém que me chama.

Levanto-me e visto o meu robe. Olho-me no espelho e tento minimizar os efeitos do sono na minha cara.
Abro as portadas da minha varanda e sou invadida pela onda sonora que a multidão provoca a chamar o meu nome.
Ao perceberem que vou surgir na varanda do meu quarto há um aumento no volume das saudações.

- Longa vida à Rainha Catarina! - dizem eles em plenos pulmões

E eu só quero gritar "O meu pai morreu! Deixem-me em paz!"

terça-feira, 6 de junho de 2017

O desafio da Sarah K Peck

Antes de mais, obrigada Agridoce pela sugestão.

Inscrevi-me no desafio de escrita recomendado. Não prometo escrever todos os dias (e muito menos publicar o que escrevo todos os dias) mas quero que as ideias que me vão propor sirvam de mote para escrever com mais frequência. :)

Mas isto agora vai ser um blog de corridas?

Não! Tenho pensado muito como a escrita me estava a fazer bem e como tenho de me orientar novamente para voltar a escrever. Por vezes invejo a Lénia por se ter aventurado em escrever 100 micro-contos em 100 dias... Gostava de ter essa capacidade de escrita.
Basicamente, tenho de ver se arranjo um desafio de escrita para exercitar o cérebro.

Enquanto não encontro um desafio à minha medida... (se souberem de algum, por favor, digam-me!) Vou escrevendo sobre as corridas.

Ontem fui correr pela 1ª vez desde a mini do douro vinhateiro. Fiz 6.6km em 44min. Como experimentei pela 1ª vez uma aplicação, perdi o exercício por não saber mexer nela. Para a próxima a ver se não acontece!

Até ao fim do mês vou fazer 2 provas de 10 km.
Porque me meto nestas coisas????