quarta-feira, 17 de junho de 2015

Charlie ou a liberdade de expressão? (o post que devia ter sido publicado há meses atrás)

Charlie? Mas afinal quem é o Charlie?
Para as(os) Sarah Pahlin's deste mundo... não, não estou a falar sobre o Charlie Brown. Estou a falar sobre Charlie Hebdo. E não, não é uma pessoa nem uma personagem de um qualquer romance. Charlie Hebdo é apenas um jornal. Um jornal satírico, é certo. Daqueles que publica caricaturas onde são representadas os mais variados aspectos da nossa sociedade contemporânea.
Se tocam em pontos sensíveis da nossa sociedade? Claro! É precisamente isso que faz as vendas dispararem.
O que vende mais do que a controvérsia?

Na altura em que este tema fervilhava nas redes sociais acabei por "tropeçar" neste artigo. Basicamente o Michael Deacon defende que os muçulmanos (os que cometem as atrocidades como a que aconteceu na redação do Charlie Hebdo) apenas fingem sentir-se ofendidos pelas caricaturas publicadas nesse tipo de imprensa. Porque na verdade esse tipo de muçulmano não está propriamente interessado no profeta Maomé mas sim em cometer homicídios atrozes alegando o seu nome.
O problema desse tipo de muçulmano é que mancha o nome de TODOS os muçulmanos. Este tipo de muçulmano faz com que os "não-muçulmanos" se virem contra uma religião onde a maior parte não são tarados fanáticos que andam a dar tiros às pessoas com quem se cruzam na rua.

E aqui ponderamos onde começa e onde acaba a liberdade de expressão. Será que liberdade de expressão é simplesmente dizermos o que nos vai na mente mesmo que isso signifique possíveis ofensas a terceiros? Será que devemos agir de forma atroz contra quem tem a coragem de fazer a sua vida a parodiar toda a sociedade? Será que quem comete essas atrocidades não percebe que as supostas ofensas a que se agarram seguem em todos os quadrantes da sociedade?

Para terminar, houve um grande movimento invocando Je suis Charlie. Eu não aderi. Não por não me sentir sensibilizada com os acontecimentos mas porque sei que não sou Charlie e por isso não me sinto legitimizada para invocar o seu nome para me definir.
Eu sou apenas a Sofia. Uma no meio da multidão.
Charlie é o que se destaca da multidão (a questionar toda a sociedade) e por isso tem a minha total admiração.

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