terça-feira, 30 de junho de 2015

Olhar

O que diz o teu olhar quando me vê?

Diz aquilo que a tua boca desmente e os meus ouvidos não querem ouvir.
Os teus olhos são mais sinceros do que aquilo que julgas... e acabam por te atraiçoar!
Provavelmente não percebes o que te digo mas isso não me importa. O que me importa é que as minhas decisões (por muito dolorosas que sejam... ou então não) me trazem paz!

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Sacudir poeira

Há alturas para tudo...

Por vezes é preciso levantar a cabeça, olhar em volta e sacudir a poeira que se acumulou ao longo do tempo. ;)

domingo, 21 de junho de 2015

Saudades...

Hoje tive saudades de 2 coisas da República Dominicana:

1º a areia que não queima nos pés,

2º a temperatura da água do mar.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Charlie ou a liberdade de expressão? (o post que devia ter sido publicado há meses atrás)

Charlie? Mas afinal quem é o Charlie?
Para as(os) Sarah Pahlin's deste mundo... não, não estou a falar sobre o Charlie Brown. Estou a falar sobre Charlie Hebdo. E não, não é uma pessoa nem uma personagem de um qualquer romance. Charlie Hebdo é apenas um jornal. Um jornal satírico, é certo. Daqueles que publica caricaturas onde são representadas os mais variados aspectos da nossa sociedade contemporânea.
Se tocam em pontos sensíveis da nossa sociedade? Claro! É precisamente isso que faz as vendas dispararem.
O que vende mais do que a controvérsia?

Na altura em que este tema fervilhava nas redes sociais acabei por "tropeçar" neste artigo. Basicamente o Michael Deacon defende que os muçulmanos (os que cometem as atrocidades como a que aconteceu na redação do Charlie Hebdo) apenas fingem sentir-se ofendidos pelas caricaturas publicadas nesse tipo de imprensa. Porque na verdade esse tipo de muçulmano não está propriamente interessado no profeta Maomé mas sim em cometer homicídios atrozes alegando o seu nome.
O problema desse tipo de muçulmano é que mancha o nome de TODOS os muçulmanos. Este tipo de muçulmano faz com que os "não-muçulmanos" se virem contra uma religião onde a maior parte não são tarados fanáticos que andam a dar tiros às pessoas com quem se cruzam na rua.

E aqui ponderamos onde começa e onde acaba a liberdade de expressão. Será que liberdade de expressão é simplesmente dizermos o que nos vai na mente mesmo que isso signifique possíveis ofensas a terceiros? Será que devemos agir de forma atroz contra quem tem a coragem de fazer a sua vida a parodiar toda a sociedade? Será que quem comete essas atrocidades não percebe que as supostas ofensas a que se agarram seguem em todos os quadrantes da sociedade?

Para terminar, houve um grande movimento invocando Je suis Charlie. Eu não aderi. Não por não me sentir sensibilizada com os acontecimentos mas porque sei que não sou Charlie e por isso não me sinto legitimizada para invocar o seu nome para me definir.
Eu sou apenas a Sofia. Uma no meio da multidão.
Charlie é o que se destaca da multidão (a questionar toda a sociedade) e por isso tem a minha total admiração.

Desabafos

Li na tua cara que gostavas que tivesse desabafado contigo mas o que vai dentro do meu âmago não é passível de ser expresso em palavras. Naquele momento querias que fizesse de ti meu confidente. Querias que falasse contigo sobre as atitudes que tomei e que sei que tiveste conhecimento através de terceiros... o problema é que tudo é mais complexo do que o que algum dia poderás imaginar. Talvez um dia eu fale contigo sobre o assunto. Talvez as situações passem a ser simples. Provavelmente não!

Neste momento, a minha cabeça assemelha-se a um novelo de lã que acabou de ser desenrolado por um gato. Não há ponta por onde lhe pegar... Talvez um dia eu consiga falar contigo, mesmo que não consiga achar a tal ponta que ajudará no enrolar do novelo.

segunda-feira, 15 de junho de 2015