quinta-feira, 19 de junho de 2014

What We Believe Changes Who We Are


Recomendo vivamente a leitura do texto indicado.
Confesso que gosto bastante de ler o que o Seth escreve. Pode parecer simples e banal mas são sempre coisas que me deixam a pensar sobre a nossa passagem por esta vida e como podemos levá-la da melhor forma possível.

O conhecimento que ele transmite provém, por aquilo que ele descreve de forma muito constante, de uma aprendizagem longa e dolorosa... com um combate assíduo a problemas de depressão.

Não posso dizer que alguma vez tenha chegado ao ponto a que ele chegou (estou mesmo a falar de suicídio)... mas tive períodos muito negros na minha vida de adolescente/ jovem adulta. Hoje sei que houve momentos em que efectivamente estive deprimida... mas naquelas alturas eu não o admitia de forma declarada (e não, nunca tive acompanhamento médico nesse sentido).

Mas este texto deixou-me a pensar que efectivamente a percepção que temos de nós próprios determina a forma como nós somos. E a percepção que temos de nós próprios provém muito daquilo que os outros nos transmitem (ou então damos o grito do Ipiranga e deixamos de querer saber o que os outros pensam de nós... mas já chegaremos a essa parte).

Quem me conhece, sabe que passei por momentos algo complicados há bem pouco tempo (o que são 2 anos se não "pouco tempo"). Esses momentos foram determinados muito pela influência de terceiros a "deitar-me abaixo" (umas vezes com palavras, outras apenas com atitudes). E eu acreditava nas coisas que eram ditas ou feitas perante a minha pessoa.
Até ao dia... até ao dia em que me foi dito algo que eu não admiti que me fosse dito. Nesse dia eu não acreditei naquelas palavras. Aquilo não me caracterizava e eu iria demonstrar (a mim mesma porque nesse dia eu deixei de me importar com a opinião dos outros) que eu era muito mais do que aquelas palavras.

Foi um processo longo. Foi um processo doloroso. Basicamente foi um combate constante contra pensamentos sobre mim própria que me tinham sido implantados durante anos a fio e que tinham culminado numa situação completamente insustentável.
Facilmente eu poderia ter chegado a um ponto de ruptura comigo própria. Felizmente isso não aconteceu.
Fui buscar forças ao fundo do meu ser e acabei por "renascer das cinzas".

Hoje em dia posso não ser "perfeita" mas sinceramente isso não me interessa muito. Sou quem sou com os meus defeitos e as minhas virtudes. Gosto de ser a pessoa que sou e, sinceramente, isso é-me suficiente! Quem também gosta de mim é favor "juntar-se à minha festa"... para quem não gosta, apenas tenho a dizer que "a porta da rua é a serventia da casa".

Sim, porque hoje em dia eu não admito que haja quem me queira deitar abaixo. Hoje em dia eu acredito no meu potencial enquanto ser humano!

Por isso, não poderia estar mais de acordo com estas palavras:

I personally feel that we possess the mental ability to damn or liberate ourselves by what we believe. Believing the worst about ourselves will bring us down and damn our progression. But believing the best about ourselves can help us to fly, fight, and crow.

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