quinta-feira, 15 de maio de 2014

Ia chamar este post de "homossexualidade" mas o que vou escrever é mais abrangente que isso

Acabei de ver o excerto do vídeo em que 2 jogadores do Sevilha, ao celebrarem a sua vitória contra o Benfica, se beijam.

Não sei se são heterossexuais, homossexuais ou bi e sinceramente não me interessa particularmente qual a sexualidade de duas pessoas sobre as quais nunca tinha ouvido falar a não ser há umas horas atrás.
Mas já que vou opinar, não me pareceu que aquele beijo que tenha sido algo "novo" entre eles... foi um beijo de quem se beija dessa forma, ou seja, não houve aquele momento surpresa. Sendo que isso não quer dizer absolutamente nada quanto à sexualidade de ambos.

E agora voltando ao que me levou a pensar escrever este texto.
Lembro-me de, não há muito tempo, ter visto uma notícia que divulgava o primeiro jogador de futebol a assumir-se como homossexual. Penso que ele era alemão... ou então jogava num clube alemão, já não sei muito bem. Lembro-me que nessa altura pensei que ele não poderia ser o único homossexual nesse meio. O problema é que o futebol é um desporto catalogado como másculo enquanto a homossexualidade (masculina) é catalogada como efeminada.
E aqui é que está o grande problema... Somos demasiado rápidos a colocar rótulos em tudo! Nas atitudes, nas pessoas, nas relações, nas escolhas profissionais, etc. Parece que tudo à nossa volta tem de ser definido por UMA palavra.
A minha questão é: acreditam mesmo nisso? Acreditam que tudo à nossa volta apenas pode ter UM rótulo? Acreditam que um jogador de futebol não pode ser homossexual porque o futebol é um desporto másculo e, já agora, um bailarino não pode ser hetero porque dançar é "coisa de meninas"? Acreditam que uma lésbica tem de ser camionista? A sério????
E se eu vos disser que a pessoa que está sentada ao vosso lado na mesa do restaurante onde vocês almoçam todos os dias... sim, o senhor charmoso sempre bem vestido e que não tem qualquer tique nas mãos ou na voz pode muito bem ser homossexual. Ou então a senhora jeitosa e muito bem arranjada que não tem qualquer trejeito masculino pode também ser lésbica.
Agora que vos plantei a semente no cérebro, pensem no assunto... fará alguma diferença na vossa vida se essas pessoas forem realmente homossexuais? Então porque perdem tempo a dar-lhes o rótulo? Não seria muito mais proveitoso olharem para o vosso interior e se compreenderem a vós próprios em vez de ficarem obcecados com a sexualidade dos outros e sobre se essa sexualidade se coaduna com a sua actividade profissional ou com a sua atitude perante a vida?
E se eu vos disser que há muitos mais homossexuais (masculinos e femininos) do que aqueles que vocês podem imaginar... isso vai afectar a vossa vida em quê?
Tudo isto para dizer que, com toda a certeza, não há só 1 ou 2 ou 3 ou... homossexuais que sejam jogadores de futebol. Mas os que são homossexuais preferem manter-se "no armário". Com toda a certeza a passearem (e a fazerem infelizes) namoradas vistosas... apenas e só porque isso é o esperado de um másculo jogador de futebol.

No meio disto tudo, eu não estou aqui a defender a homossexualidade.... eu estou a defender a FELICIDADE e a LIBERDADE de cada um ser aquilo que é.
É por isso que eu aceito e respeito quem me rodeia... tal como espero que quem me rodeia me aceite e respeite tal como eu sou.

Só para finalizar, vou procurar e ouvir (finalmente) a música da Conchita Wurst que ganhou o Festival da Canção... devo ser a única pessoa à face da terra que ainda não ouvi a famosa música.
(a sério que não me cabe na cabeça a polémica em torno de um drag queen, às vezes acho que vivo na Idade Média)

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