segunda-feira, 7 de abril de 2014

A morte


Infelizmente, este fim-de-semana fui confrontada com a única coisa que temos certa que a vida nos reserva, a morte.
Entre colegas, acabamos a falar precisamente no tema que vem descrito na crónica que menciono: a morte e a internet.
Houve alguém que disse que iria escrever todas as suas passwords num caderno para, no caso de lhe acontecer alguma coisa, quem cá ficar possa eliminar o seu perfil nas redes sociais.
Não tenho qualquer intenção de fazer isso.... mas também não me agrada pensar que o meu perfil "social" irá perdurar para a eternidade. Acho que as redes sociais deveriam ter formas de possibilitar a comunicação da morte de alguém e, consequentemente, proceder ao cancelamento dos perfis existentes.
Não me parece que, tornar-se num cemitério virtual, seja benéfico para a própria rede social... seja ela qual for!

E agora que penso nisso, no meu perfil de Linkedin ainda tenho uma ligação de uma rapariga que morreu há cerca de 5 anos. Cada vez que vejo esse perfil penso na história dela e de como ela me marcou.
É bom ou mau? Sinceramente, não sei.... talvez seja apenas o relembrar de uma história triste que pode acontecer a qualquer um de nós. Talvez seja o relembrar que somos frágeis e efémeros enquanto a internet é algo que não consegue "perceber" qual o nosso estado a não ser que lhe comuniquemos. E comunicar a nossa própria morte é algo que ainda não somos capazes de fazer.

1 comentário:

  1. Olhe, menina, gostei... Nunca tinha pensado nesta questão. Vou ficar a pensar.
    Muitos beijinhos bem afinados, ou mais ou menos, mas logo se afinarão! :)

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