segunda-feira, 31 de março de 2014

Escrever


Tenho febre.
Sinto o corpo quente e quero fazer algo para o arrefecer. Não sei de onde vem esta urgência que sinto. Este sentimento que me eleva a temperatura do corpo.
Quero libertar-me e , por fim, percebo que quero escrever. Sinto que preciso de colocar no papel estas palavras que me queimam por dentro.
Preciso que as palavras se materializem no papel, que se tornem reais aos meus olhos e não apenas sinapses no meu cérebro.

Pego em papel e caneta e desfaço o nó que está dentro de mim.
A febre acalma e eu.... eu fico vazia e a olhar para as palavras que a minha mão imprimiu no papel. Leio o que escrevi. Uma, duas, três vezes...
Como é que eu escrevi aquelas palavras? Aquilo que agora está no papel estava dentro de mim? Estas eram as palavras que me queimavam?

Tenho muitas questões e poucas respostas. Porque a vida é assim, cheia de interrogações e, por vezes, as respostas não surgem com a mesma velocidade.

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