quarta-feira, 19 de março de 2014

Da saúde, da doença e da influência que estes estados têm sobre nós (ou vice-versa)

Não foram só as experiências que vivi que me moldaram o espírito.

Na altura em que bati no fundo, a saúde deteriorou-se. Tive suspeitas de doenças graves. Fiz exames de diagnóstico penosos, dolorosos e que ainda se tornaram mais "incomodativos" por tudo o que estava a viver.
Fazê-los sem a companhia de quem eu queria ao meu lado foi qualquer coisa de profundamente marcante.
Mas, no dia em que saí de casa para os ir fazer (que ainda por cima coincidiu com o meu aniversário), tomei a decisão que, se o diagnóstico se confirmasse, esse seria o dia em que eu fazia as malas e saía dali. Eu não queria viver o resto dos meus dias naquela angústia!
Foi aí que percebi que, por vezes, a doença acaba por nos dar forças que não sabemos que existem (as minhas forças estavam em modo negativo... e aquele dia foi completamente "revigorante"). Uma coisa é vivermos o dia-a-dia com saúde e darmos por garantido o dia seguinte. Outra é termos doenças em que não sabemos como vai ser a próxima hora, quanto mais o dia seguinte!

Felizmente, o diagnóstico não se confirmou.
[Atenção, eu tinha problemas físicos bem reais... só não eram tão graves como inicialmente se suspeitou.]
Acabei por não bater com a porta ao que se estava a passar nesse dia mas fi-lo cerca de um mês mais tarde porque tudo se conjugou para que só nessa altura eu acabasse por o fazer. E a partir daí a minha saúde melhorou a olhos vistos.

Daí que eu chegue à conclusão que a minha doença estava directamente ligada ao meu estado de espírito e que o meu estado de espírito esteja directamente ligado à minha saúde.
No fundo sei que tive sorte. Tive uma estrelinha que me guiou na direcção correcta... mas sei que há muitas pessoas que não têm essa estrelinha. Que por mais alegria que tenham, a saúde não os acompanha e só podem viver um dia de cada vez, sem saberem como será o dia seguinte.

Por isso, nada do que escrevo aqui é uma verdade universal. Foi verdade para mim em determinada altura da minha vida mas nada me garante que amanhã tornará a sê-lo.

Em jeito de conclusão, acho que o importante é perceber que, tenhamos saúde ou estejamos doentes, nunca devemos dar como garantido o dia seguinte... mas também não podemos baixar os braços! Devemos lutar sempre pela nossa felicidade!

Sem comentários:

Enviar um comentário