sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Somos pequeninos... muito pequeninos!

No sábado fui ver uma exposição de fotografia no Museu Municipal de Espinho. Não conhecia o local, nem sequer sabia exactamente onde se situava (o meu conhecimento geográfico de Espinho é muito limitado) mas fiquei maravilhada com o espaço.

Descobri, num local menos "in" de Espinho, um edifício lindíssimo e com um património inigualável.
Quando entrei no edifício, fui directa ao que me levava lá... mas quando decidi sair, fui passando pelas várias exposições que se encontravam lá.
Da cerca de hora e meia que estive lá dentro vi:
* 2 exposições de fotografia (são as que divulguei aqui),
* 1 exposição de pintura que tinha como tema o presépio,
* 1 exposição de trabalhos manuais realizados por alunos das escolas de Espinho,
* 1 exposição de marionetas,
* 1 exposição sobre a história do cinema em Espinho,
* 1 exposição sobre a arte xávega,
* e, para finalizar, 1 exposição sobre a história da fábrica de conservas de Espinho (local onde é agora o Museu).

Confesso que fiquei maravilhada com toda a informação existente naquele edifício insuspeito.... informação essa que está disponível de forma completamente gratuita!!!

Quando andava pela última exposição (a tal sobre a fábrica) um dos senhores que lá estava (presumo que trabalhador) andava atrás de mim... eu ia vendo a exposição e fui, também, acedendo à informação disponível nos mupis (eu também não sabia o nome mas são aqueles ecrãs interactivos).
De repente esse senhor começa a falar comigo. Começou por dizer que não há muita gente que consulte os mupis (cheios de informação interessante!) e depois falou-me sobre aquele local. Como esteve abandonado durante anos e anos a fio, chegou a estar em vários leilões sem que ninguém se interessasse por ele e, recentemente, a Câmara de Espinho decidiu que o melhor seria aproveitar o seu espólio (é triste que qualquer organismo autárquico ou outro demore décadas até decidir valorizar o seu próprio património). Claro que, quando finalmente pensaram no assunto, o edifício estava em ruínas e tinha sido completamente pilhado. Máquinas da indústria que em tempos lá existiu... nem vê-las!! Apenas sobraram alguns objectos aparentemente sem valor e completamente avulsos... e são esses que estão na exposição.

Mas tudo isto para chegarmos a este ponto:
Nós (portugueses) achamos que somos os "maiores" e que sabemos tudo! Acreditamos que somos pessoas muito cultas e fascinantes porque vemos uns filmezitos fora do circuito comercial ou vamos a uns espectáculos na Casa da Música ou no Teatro D. Maria II ou lemos uns livros ou ouvimos música alternativa, etc.
Não vou menosprezar quem faz este tipo de actividades... até porque eu sou uma dessas pessoas.
Mas naquela tarde percebi, que enquanto não valorizarmos a nossa cultura, enquanto tivermos a "mania das grandezas" e não olharmos para aquilo que o nosso país tem de melhor para nos oferecer, não vamos conseguir deixar de ser pequeninos.
Há que olhar para o nosso país sem o menosprezar, há que dar voz às nossas tradições.. que estão mesmo em vias de extinção à conta de acharmos que só o que vem do estrangeiro é que é bom.

Há que "abrir os olhos" urgentemente! 
Sob pena de, se não o fizermos, perdermos a nossa identidade portuguesa... que é única no Mundo!

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