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Arrependimentos.....

Ao ler este texto a propósito de arrependimentos achei que podia explorar um pouco mais sobre o assunto.
Mas, ao mesmo tempo, o texto que alguém escreveu já fala sobre os pontos que, hoje em dia, me fazem seguir em frente. Mesmo não tendo passado pela experiência de aproximação da morte. Ou então... então talvez tenha havido um período da minha vida em que "morri". Não no sentido literal (ou então como estaria aqui a escrever este texto?) mas num sentido figurativo.

Há muita gente que passa pela vida sem a viver, há quem viva e já esteja morto só que ainda não sabe, e há quem pura e simplesmente desista de si e de viver. São escolhas, são diferentes formas de viver. Todas válidas e nenhuma delas passível de julgamento(...)

É precisamente isto.... eu estava a passar pela vida sem a viver e, felizmente, apercebi-me disso antes de o corpo me pregar uma partida. Ou melhor, o corpo até me andava a mandar sinais. Tive a sorte de se tratarem de falsos alarmes.

Mas passando toda a situação à frente... o mais importante é que houve algo que me puxou para a "superfície" e me fez respirar outra vez.

1.
Houve algo na minha vida que me fez perceber que eu quero viver a MINHA vida e não a vida que os outros esperam de mim.
Claro que a opinião dos outros (dos mais próximos) é importante e até pode magoar se não foi coincidente com a nossa. Mas tudo se ultrapassa.

2.
Ainda não tinha chegado ao ponto do "gostava de não ter trabalhado tanto" mas isso também foi um ponto a limar. Neste momento trabalho o necessário.... o resto do dia é meu e, sinceramente, não é a trabalhar que me vou satisfazer pessoalmente.

3.
A parte de expressar os sentimentos ainda está a ser trabalhada. O mais importante neste momento é eu ter percebido que ficar com sentimentos cá dentro não adianta de absolutamente nada! Muito pelo contrário! Pode corroer e até matar por dentro! E se estivermos mortos "por dentro" como podemos estar vivos "por fora"?

4.
Os amigos, aqueles mesmo mesmo amigos, aqueles que foram e vieram (ou que simplesmente chegaram) e são importantes na minha vida.... esses estão permanentemente presentes no meu coração e na minha agenda de contactos favoritos e mais contactados.

5.
Last but not least... sim, aprendi que eu e apenas eu sou responsável pela minha felicidade... e decidi que vou ser feliz! Não importa se estou "solteira" ou "casada", não importa se as minhas decisões são constantemente escrutinadas e julgadas pelos outros,... nada disso importa!

Pura e simplesmente porque eu vou fazer o que quero, quando quero, como quero e com quem quero e, no final, vou ser FELIZ! Sem qualquer tipo de arrependimentos. :)

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