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Religião

Hoje cheguei a casa e tinha na caixa de correio uma carta cujo envelope dizia "Direitos Paroquiais".
Fiquei curiosa sobre o assunto e abri-a de imediato.
Deparei-me com uma carta do novo pároco da igreja que se situa do outro lado da rua do meu prédio. Nessa carta o mesmo apresenta-se e inicia a falar sobre o momento do ano que vivemos. E solicita que tenhamos este momento em atenção para contribuirmos com a Oblata, o sustento do pároco!
Isto são a primeira meia-dúzia de linhas de uma carta que ocupa meia página (o resto da folha está ocupado com um inquérito sobre a constituição do agregado familiar). Escusado será dizer que não li mais nada!

Parece-me que o senhor padre está um bocadinho equivocado quanto à distinção entre direitos e deveres. Sinceramente, gostava de saber em que mundo é que esse senhor vive para achar que eu dar-lhe dinheiro para o seu próprio sustento é um direito da minha pessoa!
Se o senhor padre estivesse a solicitar ajuda para ajudar os mais necessitados... eu ainda considerava. Agora ele está a solicitar dinheiro para ele próprio??? A sério? Tanto quanto sei os padres recebem um salário... pode não ser o mais farto mas é preciso ter lata!
Eu sei que nem todos fazem o voto de pobreza.... mas também não me parece nada bem que venham pedir dinheiro, para seu proveito próprio, em praça pública!
Se calhar tenho de começar a pensar em fazer uns envelopes bonitinhos e escrever uma carta (começo por colocá-la na caixa do correio dos meus vizinhos para ver qual é a resposta) a dizer "Olhem, o meu salário não me chega por isso é um direito vosso darem-me dinheiro para eu me sustentar".

O que acham???

Eu confesso que não sou propriamente o exemplo da boa cidadã católica.
Quando me perguntam, digo que sou católica não praticamente embora eu própria não saiba dizer muito bem como é que uma pessoa católica pode ser não praticante.

Fui criada na fé católica. Sou baptizada, frequentei a catequese, fiz a 1ª comunhão e a comunhão solene.
Acredito em Deus mas não consigo muito bem dizer se acredito ou não no Deus da fé cristã. É que para isso teria de acreditar que Jesus Cristo é filho de Deus (o que não acredito) e que a sua concepção foi imaculada (o que também não acredito). Teria de acreditar nos santos e nos milagres... e sinceramente, não acredito.
Acredito numa Entidade Superior que nos guia e nos pode ajudar em determinadas situações. Mas depois também vejo tanto mal no mundo que só me posso perguntar onde se encontra efectivamente essa entidade para deixar que essas coisas aconteçam.

Como por exemplo este padre (uma gota no oceano... há muitos assim) que vem pedir dinheiro em proveito próprio quando há, de certeza, muita gente a realmente precisar de ajuda nesta freguesia. Não seria muito mais cristão (ou apenas equilibrado por um Deus) ajudar essas pessoas que necessitam?

Eu quando posso, faço! Não com dinheiro (dinheiro pode ser muito mal gasto) mas com bens alimentares. Ainda no outro dia dei pão e queijo a uma senhora que estava a pedir na porta do supermercado. Pode ser pouco mas pelo menos sei que os filhos daquela pobre (disse-me que tinha meninos em casa... se era verdade ou não nunca saberei) tiveram alguma coisa para comer naquele dia.
É uma gota no oceano? É! Mas pelo menos fiz algo pelo próximo... e não por mim!

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