segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Da minha banda sonora #54


Dos músicos brilhantes

Ser um músico brilhante não é só transformar em som o que está escrito numa pauta.

Ser um músico brilhante é ter uma capacidade de encaixe tal que lhe permite desenrascar-se em situação de aflição.
E isso meus amigos, não se aprende nas escolas de música! Não há professor nenhum que seja capaz de transmitir isso aos seus alunos... porque isso é uma característica que a pessoa ou tem ou não tem! Lamento!
Pode haver muito trabalho, muito treino... mas se houver um pequeno erro ou imprevisto e o músico se desmanchar e não conseguir manter a postura... lamento mas todo o trabalho vai por água abaixo.

Tudo isto para mostrar o vídeo viral do momento... O vídeo em que a Maria João Pires iria tocar um determinado concerto de Mozart com uma orquestra mas, quando a orquestra inicia, ela apercebesse que estão a tocar outro concerto totalmente diferente.


Ok, o vídeo não é recente, embora a notícia no Telegraph UK seja!
Também já vieram dizer que isto não aconteceu no concerto propriamente dito mas sim num ensaio! (o que faz muito sentido porque os músicos profissionais não são deuses e têm de ensaiar... MUITO!)
Mas isso não invalida o grande profissionalismo da pianista que, ainda por cima estando num ensaio, não pede para pararem de forma a ela ir buscar a pauta correcta.
Não! Ela até pode entrar em pânico no momento em que se apercebe que o que ela preparou não bate certo com o que está a acontecer... mas tudo segue normalmente e, no momento da sua entrada, ela, brilhantemente, inicia a sua prestação sem sequer pestanejar!

Brilhante!

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Sonhos

Ainda não terminei a minha 1ª semana de regresso ao trabalho e já começo a sonhar para onde vou no próximo ano.
E no próximo ano gostava de ir passar o meu aniversário num sítio completamente diferente.... assim, do estilo, New York, Miami ou Los Angeles.

Prontos, é daquelas coisas malucas que gostava de fazer! Claro que depois vou pesquisar (só) os preços dos voos e quase que me estatelo da cadeira abaixo!

Mas sabem que mais? Sonhar (ainda) não paga imposto por isso deixem-me lá sonhar à vontade!

Dos sentimentos dos cães

Ontem li um artigo onde comunicam que foi feita uma investigação numa universidade americana que chegou à conclusão que os sentimentos dos cães são similares aos humanos.
E claro, lembrei-me da minha bicha....
Lembrei-me da última vez que estive com ela. Em que achei que ela estava diferente. Achei que ela devia achar que eu a tinha abandonado.... a questão é que eu não a podia trazer comigo. Ela não era "minha". E nesse dia um bocadinho do meu coração ficou com ela! Sem hipótese de ser recuperado.

Neste momento, ela é a única que me faz falta, a única que ainda me faz olhar para trás.
E pensar que ela poderá ter sofrido só um bocadinho por "pensar" que a abandonei... que eu não a queria mais. Dói! Dói muito mesmo!

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Existir?

Como podemos existir se não nos amarmos a nós próprios?
O amor próprio é a maior prova da nossa existência... quem não o sente desvanece no meio deste turbilhão de acontecimentos a que se chama de vida.

É preciso que tenhamos luz interior para conseguirmos que os "outros", os que nos rodeiam, nos vejam e admirem... e isso só irá acontecer no dia em que efectivamente gostarmos de nós próprios!

Ainda ontem uma pessoa, que não me vê desde a minha adolescência, me disse que eu tinha "luzinhas".
E aí eu percebi o potencial que existia em mim durante a adolescência mas que eu descurei durante praticamente a minha vida inteira. Não o alimentei e ele "apagou-se".

Até que levei patadas da vida e verifiquei que cheguei a um ponto tal de letargia que quem me via do lado de fora devia achar que eu estava "morta".
E estava... nessa altura da minha vida estava.
Mas as patadas foram de tal forma intensas que eu acordei... olhei em volta e decidi que quero que o mundo saiba que eu existo!
Arregacei as mangas e comecei a mexer-me... e a acender cada uma dessas luzinhas que eu tenho dentro de mim e que tinha apagado.

Neste momento não sei se todas se encontram acesas... mas pelo menos uma grande parte está. E eu gosto do que vejo reflectido no espelho. E gosto de ser admirada. Gosto de existir para os outros!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Ele há coisas do catano!

No domingo tinha um pedido de amizade de uma F.A. no Facebook.

Ora, eu sou daquelas pessoas que só aceita amizade de quem conhece e mesmo assim há pessoas que conheço e que acho que não faz sentido terem acesso ao meu perfil pessoal.

Quando vi aquele perfil o 1º pensamento foi "não conheço nenhuma F.".
O 2º pensamento foi "ui! ainda por cima só temos em comum o R. (colega de escola com quem não mantenho nenhum contacto). esta gente põe-se a mandar convites a torto e a direito a pessoas que não conhece de lado nenhum."

Ainda assim, não apaguei de imediato o convite (nunca faço isso).

Claro que, curiosa, abri o perfil mas consegui obter poucas informações sobre a pessoa em questão. Mas tinha umas fotos dela que me deixaram com a pulga atrás da orelha.
Exercício mental de tentar perceber quem era aquela pessoa...... e de repente fez-se luz!!! É a TEACHER!!!

E quem é a teacher perguntam vocês.

A teacher foi uma professora (estagiária) de inglês que eu tive no 8º ano (nem digo há quantos anos foi isto para não assustar ninguém). Foi muito mais que uma professora. Foi uma amiga!
Lembro-me que a 1ª vez que fui a um restaurante chinês foi com ela (nunca mais comi lichias, descobri nesse dia que odeio).
Depois de ela ter deixado de ser nossa professora, trocamos números de telefone e moradas (pois, eu sou do tempo em que não havia telemóveis, 'tá?) e lembro-me que ainda nos telefonamos e trocamos correspondência durante algum tempo.

Mas o contacto perdeu-se e ela ficou em modo de recordação.

Até agora! Agora ela descobriu-me no Facebook. :)
Fiquei admirada por se lembrar de mim... como lhe disse, nós lembrarmo-nos dos professores é fácil.... os professores lembrarem-se de nós não! Passa-lhes muita gente pela frente! Mas ela lembra-se... de mim e de vários colegas da minha turma.

Já tivemos a fazer um resumo das nossas vidas uma à outra e, sinceramente, agora espero conseguir encontrar-me com ela.... e manter o contacto!

As pessoas especiais que, depois de vários anos sem qualquer contacto, nos conseguem encher os olhos de lágrimas (de felicidade como é óbvio) merecem um lugar muito especial no nosso coração!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Quieta!

Tenho mesmo de aprender a estar quieta....

Esta de coisa ir às lojas e "ai que giro!", "só mais esta que não tenho nenhuma assim e até é barata", etc. tem de acabar!
Ah! Isso e as lojas de roupa online! Vá de retro que eu tenho o armário cheio e todos os meses parece que recebo menos....

Tudo isto porque estive a ver um site de roupa, seleccionei umas peças... e no fim fechei o site sem sequer olhar para trás (mas com muita pena). Não pode ser! Não tenho tempo (€€€) nem espaço para isso!

Em modo serviço público de divulgação de cultura #55


Em modo serviço público de divulgação de cultura #54


Look que me assenta na perfeição #9


domingo, 20 de outubro de 2013

Prazos de validade!

Mais uma vez de conversas que mantenho com os outros...

Numa conversa com um amigo falo de prazos de validade... de quando os atingimos, de quando os outros os atingem.

E agora surgiu-me algo na cabeça!
De uma forma muito generalizada! Sim, porque há mesmo muuuuuuuuuiiiiiiiiitas excepções que eu conheço.

Os homens encontram-se em muito bom estado nos 20's e atingem o prazo de validade nos 30's.
As mulheres são como o vinho do Porto e ficam cada vez melhor com o avançar da idade... Atingirão o prazo de validade aos 50's??? Algumas até bem mais tarde!

Isto tudo porquê? Porque hoje em dia sinto-me muito melhor do que há 5 anos atrás, por exemplo!
Oh raios, sinto-me muito melhor do que há 1 ano atrás!!!
Olho-me no espelho e sinto-me mesmo como o vinho do Porto!
Posso ter mais rugas, posso ter mais celulite... mas sinceramente nada disso interessa porque hoje sou mesmo mais bonita do que há 5 anos atrás! Sim, que eu comparo fotos de há 5 anos com as de agora e valha-nos Deus!

Impressionante! :D

Das conversas que tenho com os outros... #2

Hoje tive um casal amigo a almoçar cá em casa...

Pouco depois de eles chegarem disse-lhes "Meninos, tenho uma coisa para vos mostrar mas não sei como irão reagir!".

Resposta pronta do marido da minha amiga "ESTÁS GRÁVIDA!"

Eu e a J.:


Pronto! Ele depois justificou-se.... eu mostraria essa novidade apresentando uma ecografia!
Fartamos de nos rir!

Nota: não, a novidade não é gravidez... bem longe disso! Ahahahah

sábado, 19 de outubro de 2013

Da minha banda sonora #50

Acho que nunca tinha ouvido a introdução com o solo do piano... muito bom!

Well I woke up to the sound of silence
The cars were cutting like knives in a fist fight
And I found you with a bottle of wine
Your head in the curtains
And heart like the fourth of July

You swore and said
We are not
We are not shining stars
This I know
I never said we are

Though I've never been through hell like that
I've closed enough windows
To know you can never look back

If you're lost and alone
Or you're sinking like a stone
Carry on
May your past be the sound
Of your feet upon the ground
Carry on

Carry on, carry on

So I met up with some friends
At the edge of the night
At a bar off 75
And we talked and talked
About how our parents will die
All our neighbours and wives

But I like to think
I can cheat it all
To make up for the times I've been cheated on
And it's nice to know
When I was left for dead
I was found and now I don't roam these streets
I am not the ghost you want of me

If you're lost and alone
Or you're sinking like a stone
Carry on
May your past be the sound
Of your feet upon the ground
Carry on

Woah
My head is on fire
But my legs are fine
Cause after all they are mine
Lay your clothes down on the floor
Close the door
Hold the phone
Show me how
No one's ever gonna stop us now

Cause we are
We are shining stars
We are invincible
We are who we are
On our darkest day
When we're miles away
So we'll come
We will find our way home

If you're lost and alone
Or you're sinking like a stone
Carry on
May your past be the sound
Of your feet upon the ground
Carry on

Carry on, carry on

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Vinha aqui dizer que felicidade é quando encontramos, por mero acaso, umas calças baratas, que nos ficam bem e de tamanho 36....

Mas depois telefonaram-me e transmitiram-me uma noticia menos boa... e já acho que não tenho o direito de estar feliz por uma coisa tão fútil! :(

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Das conversas que tenho com os outros...

No outro dia uma amiga dizia-me que as pessoas em Lisboa são todas mais "bonitas"... sendo que rapidamente corrigiu e afirmou que afinal não é que sejam "bonitas" é mesmo que "arranjam-se melhor".

Comparei com Paris (mas eu agora lá falo de outra coisa???) e até lhe contei que, no dia em que cheguei, no comboio, sentou-se ao meu lado um negro (mesmo muito negro) que cheirava, imagine-se, a sabonete!
Não, não estou a ser racista... mas sabemos bem que os negros têm um cheiro muito característico e muito difícil de combater!

2 dias depois, andava eu de carro pelas ruas de Gaia... Deixo passar 2 senhoras na passadeira e rapidamente faço o check-up a uma delas (da outra nem me lembro).
Ora a senhora levava consigo um carrinho de compras (por isso dirigia-se ao supermercado/ mercearia/ mercado/ whatever) e calçava uns chinelos de quarto! Sim, estou mesmo a falar daqueles chinelos de pano com o rebordo de pelinho e sola de material maleável... e, diga-se de passagem, muito escorregadio num piso molhado como era o caso.

Não pude deixar de sorrir quando vi aquela figura (muito típica por estes lados)... e de me lembrar da conversa que tive com a minha amiga.
Pois, as pessoas em Lisboa arranjam-se melhor... pelo menos a proporção de senhoras em chinelo de quarto que se vê a deambular pelas ruas é menor!

Coisas que não me entram na cabeça


Como é que, à excepção de quem tem restrições físicas/ psicológicas/ religiosas/ profissionais, não somos todos dadores de sangue nem estamos todos inscritos na base de dadores de medula óssea?


Hoje passei por um cartaz onde se via um grupo de raparigas e onde se lia qualquer coisa como "Ela é lésbica e eu não me importo! A homofobia não é aceitável!".
Fico triste por perceber que, no nosso país e nos dias de hoje, ainda se tenham de fazer campanhas deste género. A sério que não consigo perceber como é que a homofobia é algo que ainda pode existir... mas o certo é que existe! E isso faz com que tantas pessoas vivam vidas de total fachada apenas para não sentirem os dedos alheios a lhes serem apontados. :(

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Em modo serviço público de divulgação de cultura #53


Em modo serviço público de divulgação de cultura #52

O VOSSO PIOR PESADELO

 Estreia dia 26 de Outubro | CASA DAS ARTES – Porto (ao Campo Alegre) Em cena até dia 3 de Novembro - De Segunda a Sábado às 21h30 e Domingos às 16h00

 Sobre | Espectáculo

Dentro de uma jaula está um homem ajoelhado e com as mãos presas atrás das costas, cabeça baixa. Num canto da jaula, há um balde destinado às necessidades fisiológicas do prisioneiro.
A acção decorre numa prisão de alta segurança e acompanha o dia-a-dia de violência a que é sujeito um prisioneiro especial acusado de terrorismo, um comediante que não chora nem se lamenta das brutais agressões de que é vitima, corporizadas pelo soldado e oficial que ficam atónitos com a sua atitude. O espectáculo é representado como uma comédia negra, aproximando-o de uma farsa trágica (!), oscilando entre a gargalhada franca e o sorriso amarelo, o riso libertador e a reflexão, parodiando obscenamente agressões físicas e mentais perpetradas sobre o prisioneiro, procurando chegar ao público de forma a que este participe, física e mentalmente, num exercício “quase” sadomasoquista...
A peça pretende questionar a impunidade que atravessa a nossa sociedade e as muitas formas de violência que se abatem sobre os cidadãos que vivem em democracias mais ou menos duras ou em ditaduras mais ou menos democráticas...
Uma encenação “Guantánamo-teatral” onde qualquer parecença com a realidade é pura coincidência…

Texto Original
 Manuel Jorge Marmelo

 Direcção e Encenação
 José Leitão

Interpretação
Flávio Hamilton, Miguel Rosas e Pedro Carvalho

Espaço Cénico e Cenografia
José Leitão e Actores em Cena

 Direcção Plástica e Figurinos
Fátima Maio

Música Original
Bilan

Desenho de Luz
Leuman Ordep

Execução Cenográfica e Adereços
 José Lopes

Estruturas Metálicas
Américo Castanheira

Operação Técnica
Sandra Sousa

Fotografia de Cena
Nuno Ribeiro

Edição de Vídeo
Leonel Ranção

Designer Gráfico
Mónica Lemos

Web Designer
Inácio Barroso

Produção
Sofia Leal e Daniela Pêgo

Assistentes de Produção
Ana Cortez e Fábio Paiva

Sobre | Autor

Manuel Jorge Marmelo (1971) é um escritor e jornalista português de quem o Teatro Art’Imagem já levou à cena em 1999 uma versão cénica do seu romance “Português, Guapo y Matador”.
Estreou-se como jornalista em 1989 no jornal diário Público, onde esteve desde a fundação do periódico, tendo saído muito recentemente. Recebeu em 1994 o prémio de jornalismo da Lufthansa e em 1996 a menção honrosa dos prémios Gazeta do Clube de Jornalismo/Press Club.

Em 1966 inicia a sua carreira de escritor com o “Homem que Julgou Morrer/O Casal Virtual”. No ano seguinte, lança o romance “Português, Guapo y Matador”.
Entretanto, ganha o prestigiado Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco em 2004 com a obra “O Silêncio de um Homem Só”.

As suas mais recentes obras publicadas são, em 2011 "Uma Mentira Mil Vezes Repetida", 2012“Somos todos um bocado Ciganos”. Já em 2013 publica "Crónicas do Autocarro" e "Zero à Esquerda". A peça “O Vosso pior Pesadelo” ainda não publicada, foi propositadamente escrita, para levar à cena pelo Teatro Art’Imagem e é a sua terceira incursão teatral, depois de "O Casal Virtual" e a já referida versão cénica de "Português, Guapo y Matador".
Desde Julho de 2001, o seu nome consta do “Dicionário de Personalidades Portuenses do Século XX”, da Porto Editora, sendo o mais jovem dos nomes biografados.

BILHETEIRA | Casa das Artes em dias de espectáculo 20h00 – 21h30 Dom 14h30 – 16h00 | 5,00€ Geral | 3,00€ (c/desconto para M/65, estudantes, desempregados e profissionais das artes cénicas)

Casa das Artes
Rua Ruben A, 210 | 4150-639 Porto | (ao Campo Alegre)
GPS | N 41º09’23’’ W 08º38’37’’

Em modo serviço público de divulgação de cultura #51


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Em modo serviço público de divulgação de cultura #50


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Em modo serviço público de divulgação de cultura #49


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domingo, 13 de outubro de 2013

- Então, e qual é a moral da história? - perguntara-me ela.
- Que é preciso estar atento - respondi. - Não ter ideias preconcebidas, ter em atenção o que se passa à nossa volta, manter os ouvidos, tal como o coração e o espírito bem abertos.

Sputnik, meu amor
Haruki Murakami

Paz!

Durante a minha viagem tive vários momentos de paz e de percepção interior!

Não vou aqui descrever tudo o que me aconteceu e senti... isso deixo no meu caderninho das viagens ao qual só eu tenho acesso!

Mas não posso deixar de partilhar um momento em particular!

No dia em que entrei na catedral de Notre-Dame, entendi fazê-lo ao final da tarde.
Foi um momento muito bem escolhido já que, sem contar, fui privilegiada com um serviço prestado pelo coro das crianças juntamente com o fiéis. (Meu Deus! Que acústica magnifica tem aquele local esplendoroso!) Seguida de uma missa.
Durante a missa, chegou a altura do dia em que as portas ao público são encerradas.
Ou seja, os turistas foram escoando... até que chegou a altura em que quem estava dentro da igreja apenas estava a assistir à missa. Isso fez com que, de repente, se fizesse silêncio!

A sensação de paz que me acometeu no momento em que percebi isso foi qualquer coisa de indescritível!

O mundo é assim? Eu não quero viver num mundo assim!

Acabada de aterrar de uma viagem extraordinária, vou tomar um banho rápido, aquecer o estômago com comida caseira e saio para ir "dar duas de letra".

Quando me vejo fora de casa, ao virar a esquina para uma rua mais movimentada (e ainda agarrada ao telemóvel), vejo alguém caído no chão perto do semáforo a 2 ou 3 metros de mim.
Ao aproximar-me percebo que se trata de um senhor de alguma idade, de raça negra, visivelmente debilitado. Do outro lado da rua vejo duas pessoas que se encontram a gesticular e, momentaneamente, parece-me que será no sentido de ajudar a pessoa que ainda se encontra no chão.
Aproximo-me e pergunto-lhe "o senhor está bem? precisa de ajuda?". Responde-me que sim, que está bem. E aponta para um saco de plástico que, só nesse momento reparo, encontra-se aos meus pés. Pego nele e aproximo-me do senhor.
Também nesse momento percebo que as pessoas que se encontravam no outro lado da rua apenas estavam na sua vida e não quiseram nem saber se a pessoa que caiu ao chão (na sua frente) se magoou.

Insisto com o senhor "quer que chame alguém?".
Entretanto aproxima-se um rapaz.
De forma expedita, ajuda o senhor a levantar-se (fiquei admirada por o ter permitido). Ambos insistimos com o senhor se queria que chamássemos alguém. Acabou por nos responder que morava uns metros mais à frente (na direção para onde eu seguia).

Dei-lhe  para a mão o saco de plástico (que percebi transportar um tacho de metal provavelmente com o jantar que foi buscar ao restaurante da redondeza).

O senhor seguiu a sua vida e eu e o rapaz ficamos a olhar para ele a atravessar a rua.
O rapaz só me disse "estou com receio que venha a ser atropelado". Eu respondi "eu vou atrás dele para me certificar que não lhe acontece nada, também ia nessa direção".
Despedimo-nos sem sequer sabermos o nome um do outro. Aliás, acho que nem o rosto lhe irei alguma vez reconhecer.

Nestes minutos não contabilizei as pessoas ou carros que passaram por nós mas mais ninguém teve a vontade de ajudar uma pessoa visivelmente debilitada que se encontrava no meio da rua!
É esta a sociedade em que vivemos.... eu sei disso! Mas não consigo deixar de ficar triste ao ver estas coisas à minha frente!

Como é possível não dar a mão a quem está estendido na rua? E no dia em que formos nós? Não podemos esperar que alguém nos ajude num momento de necessidade?

Não! Eu não quero viver num mundo assim!!!

sábado, 5 de outubro de 2013

Memória!

Há uns tempos atrás, recomendaram-me uns jogos de memória para exercitar o cérebro.
Comecei a fazê-los apenas porque os achei interessantes...
Hoje já fiz a minha dose diária e noto uma grande diferença desde que comecei.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Vou só ali descobrir (e encher de porrada) quem foi o espertinho que se lembrou de umas medidas tão pequenas para a mala de cabine dos voos low-cost.
Ah! E que se lembrou que não se pode levar nem uma pequena carteira fora dessa mala.