quinta-feira, 11 de julho de 2013

Preto, branco ou cinza?

Ainda há uns dias, em conversa com uma pessoa, eu acabei a dizer que nos últimos tempos aprendi que a vida não é sempre preta ou branca… que às vezes existem uma série de cinzas pelo meio.
Quando o disse foi mais no sentido em que as relações interpessoais são demasiado complicadas para serem catalogadas em sim e não. O talvez também tem um papel muito importante.

E ontem, em conversa com outra pessoa totalmente diferente e que não sabe que eu disse esta frase, percebi a verdadeira abrangência deste meu comentário. Qual o verdadeiro significado de eu o ter dito naquele contexto.

Há de facto muitos cinzas na nossa vida e eu ainda estou a tentar perceber isso em mim e nos outros. E embora, racionalmente, eu já o tenha compreendido… emocionalmente, ainda o estou a interiorizar. Há coisas que têm de ser compreendidas muito devagarinho sob pena de não serem bem construídas e poderem desfazer-se em segundos!

Mas há cinzas que eu não quero constatar… há cinzas que eu preferia que continuassem ocultados pelo preto ou pelo branco. É que pensar que esses cinzas podem existir pode levar a um estado de dor que não irá compensar.
Ou então estou simplesmente a ser parva e tudo isto vai ser apenas mais uma pedra para construir o meu castelo.


1 comentário:

  1. Eu diria que a grande maioria das coisas na vida são mesmo cinza, e uma muito pequena percentagem (minúscula mesmo) é que assume o preto ou o branco. A parte difícil é mesmo essa, é termos de aceitar que esses cinzas existem e aprender a conviver com eles.

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