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Experiências

Há quem defenda que nós somos invólucros vazios/ tábuas rasas que as experiências de vida vão enchendo/ deixando a sua marca e fazendo de nós pessoas que aprendem a, pelo menos tentar, não cometer os mesmos erros de forma sucessiva. Uns com mais sucesso que outros, outros com mais vontade e determinação que uns.

Se o somos ou não.... não sei! Mas a verdade é que todas experiências (boas, más ou mais ou menos) têm-me construído. Têm feito de mim uma pessoa com garra e com espírito vivo. Têm-me moldado e têm-me proporcionado um crescimento interior fantástico.

As pessoas que conheci durante toda a minha vida e que deixaram marcas (lá está, boas, más ou mais ou menos) também me ajudam/ajudaram neste meu crescimento.
Essas mesmas pessoas (mesmo que não tenham consciência disso) permitiram que eu seja quem sou hoje.

Por isso hoje faço uma ode não só às experiências e pessoas que me marcaram positivamente (porque a essas é muito mais fácil de agradecer) mas também às que me marcaram de forma negativa.

Apesar de ser muito mais doloroso agradecer a quem nos fez mal ou às situações que nos magoaram profundamente, é necessário tomar consciência que essas mesmas pessoas ou situações nos catapultam para outras que nos fazem bem demais.
Perceber isso e admiti-lo perante "os outros" é qualquer coisa de muito complicado. E em todo este processo há muita tristeza, muitas lágrimas, muita raiva....
Mas depois vem a paz de espirito!
E no fim de tudo.... isso é o mais importante. Simplesmente porque, ao atingirmos esse estado de calmaria emocional, isso significa que temos as experiências e as pessoas arrumadinhas dentro do nosso "invólucro"... que por esta altura já está bem cheio mas que tem sempre espaço para mais um.

Claro que depois de todo este exercicio de arrumação interior, voltamo-nos novamente para o exterior e vamos fazer uma nova revolução.... mas a isso chama-se VIVER!

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