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Coisas boas da vida!

Hoje cheguei a casa e, após os meus dias de ausência, fui verificar a caixa de correio. Tinha lá uma carta... daquelas à antiga. Envelope com as moradas escritas à mão e selo, mesmo selo e não aquelas coisas impessoais que agora se usa.
Esta era uma carta muito ansiada!

Não consegui esperar para a abrir e fi-lo mesmo enquanto subia as escadas. Atrapalhada com a publicidade não endereçada e com as contas que me enchiam primeiro a caixa de correio e depois as mãos. Banalidades  que envolviam o meu bem precioso!
O último lanço de escadas foi conquistado às escuras porque demorei tanto que o temporizador da luz terminou o seu "trabalho".

Acabei por entrar em casa sem ler uma única linha mas com envelope numa mão e folhas amareladas e postal escrito à mão na outra.

Li sofregamente cada linha que me era dirigida. Li e, de repente, soltou-se uma lágrima.
Porque a vida tem destas coisas e traz-nos as pessoas certas no momento certo.
É nisso mesmo que eu acredito... que tínhamos de nos conhecer e tornar-nos amigas, que tínhamos de seguir rumos de vida diferentes mas manter um ponto de contacto, que tínhamos de nos reencontrar quando estavas de partida.
Para que agora, minha querida Catarina, possamos retomar a nossa amizade mesmo com a distância física que nos separa.

Agora..... agora encontra o teu canto e podes ter a certeza que não tardarei a visitar-te para que possamos passear, tomar o nosso café e beber a nossa garrafa de vinho! Para que possamos brindar a nós, à nossa amizade e à nossa felicidade!

Não penses que esta é a minha resposta à tua carta. Considera este texto como um preâmbulo... a minha resposta seguirá na volta do correio, quando tu menos o esperares!

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