domingo, 31 de março de 2013

Tic-tac, tic-tac


Os ponteiros do relógio movem-se sem respeitarem o nosso próprio tempo. Sem reflectirem no efeito que têm em nós. Os ponteiros do relógio movem-se... tic-tac, tic-tac.
E nós ficamos parados a observá-los, numa inércia que nos é característica.

Os ponteiros movem-se e nós saímos do marasmo que nos afecta. Olhamos à volta e vemo-nos reflectidos no próprio relógio.
"Quem é aquela pessoa que está ali? É parecida com alguém que conheço.... mas com quem?"

Tic-tac, tic-tac....
O tempo passa e nós ficamos cada vez  mais velhos. Quando damos conta já não há tempo. E a questão primordial é o que fizemos com o tempo?.
Desleixamo-nos e ele escapou-nos pelos dedos das mãos. E de repente queremos agarrá-lo e aproveitar cada tic e cada tac, cada movimento dos ponteiros do relógio. Mas agora já é tarde, já não há tempo suficiente!

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