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Em que pensar, agora, senão em ti? Tu, que 
me esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste a
manhã da minha noite. É verdade que te podia
Dizer “ Como é mais fácil deixar que as coisas
não mudem, sermos o que sempre fomos, mudarmos
apenas dentro de nós próprios?” Mas ensinaste-me
a sermos dois; e a ser contigo aquilo que sou,
até sermos um apenas no amor que nos une,
contra a solidão que nos divide. Mas é isto o amor,
ver-te mesmo quando te não vejo, ouvir a tua
voz que abre as fontes de todos os rios, mesmo
ele que mal corria quando por ele passámos,
subindo a margem em que descobri o sentido
de irmos contra o tempo, para ganhar o tempo
que o tempo nos rouba. Como gosto, meu amor,
de chegar antes de ti para te ver chegar: com
a surpresa dos teus cabelos, e o teu rosto de água
fresca que eu bebo, com esta sede que não passa. Tu:
a primavera luminosa da minha expectativa,
a mais certa certeza de que gosto de ti, como
gostas de mim, até ao fim do mundo que me deste.


Nuno Júdice

Fábrica de Escrita

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Hoje escrevo-vos com o coração

[e publico para o mundo inteiro ver... porque há coisas que o mundo não precisa de saber mas há outras que preciso tirar de dentro do peito]

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Psicologicamente estava de rastos... só eu sei o que passei, nesse último ano, nas mãos da pessoa que me tinha feito promessas vãs.

Das últimas conversas que tivemos ele disse-me que iria apagar o seu perfil de Facebook. Para eu não achar estranho... que essa decisão nada tinha a ver comigo, que era ele que precisava de o fazer apenas por si próprio.
[sim, eu lembro-me dessa conversa como se tivesse acontecido há 2 minutos atrás.... o raio da memória nesse tempo ainda era grande, enorme. 
hoje em dia é uma titica e quase não me lembro do que fiz hoje de manhã]

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