domingo, 10 de março de 2013

Dizes-te insegura. Falas em medo de que vá, em pânico de que te abandone. Perdes a felicidade em instantes de loucura que dói, em sustos que nem sequer o são. E cavas onde não é bom cavar, onde só dói cavar. Amo-te para além de qualquer zanga, para além de qualquer desentendimento. Amo-te para além, até, das palavras que doem que saem quando tudo dói. Amo-te para além do que nos separa. E é isso, sobretudo isso, que nos une. E tudo o que te peço, meu amor, é para não me abandonares. É tudo o que é preciso para nunca me perderes.

Pedro Chagas Freitas
Fábrica de Escrita

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