Avançar para o conteúdo principal

Batalha inglória

Neste momento encontro-me numa batalha inglória.

Tenho tido uma determinada conversa com várias pessoas. O mais engraçado é que não sou eu que puxo esse tema. São os outros que não se conhecendo entre si me vêm falar sobre exactamente o mesmo assunto: "viajar sozinho(a) não. fica a faltar qualquer coisa."

A faltar qualquer coisa? Mas qualquer coisa o quê?

Já pensaram o quanto a sociedade nos incute que temos de estar sempre acompanhados e a partilhar as experiências que vivemos? Já pensaram o quanto isso não tem de ser assim?
Também não temos de ser lobos solitários que se enfiam numa toca e nunca mais de lá saem. Isso não é de todo a minha perspectiva.
A minha perspectiva é que de facto não nos devemos restringir simplesmente porque não temos companhia para fazer o que nos apetece.

Sim, eu fui a Barcelona sozinha e adorei a experiência. E não, não me "faltou qualquer coisa". Fiz tudo o que faria se estivesse acompanhada e, se calhar, até fiz coisas  que não iria fazer se estivesse acompanhada porque a companhia podia não querer.

Eu bem tento transmitir aos outros o bem que essa viagem me fez e como me abriu os olhos para a noção de que não preciso de alguém com quem partilhar experiências para que elas sejam completas.

Por isso me sinto numa batalha inglória. Sinto-me incompreendida e ontem cheguei mesmo a baixar os braços. Não sei que mais dizer ou fazer para que percebam o que quero dizer...

Comentários

  1. Comecei a comentar aqui, mas dá um post tão interessante (e grande)que passei o comentário para o blog :)

    ResponderEliminar
  2. Viajar sozinha é das melhores experiências que alguém pode ter.

    Eu já fui a Paris, Londres, Amesterdam e Vigo sozinha e só tenho a dizer que consigo fazer muito mais coisas sozinha do que se fosse acompanhada.
    É verdade que ficam coisas que terceiros quereriam ver/ e a ausência de partilha de gostos.
    Mas regresso sempre muito mais satisfeita e menos cansada do que se fosse acompanhada.

    Ou então, viajas com amigas que gostem do mesmo que tu... como fiz recentemente com Istanbul e aí, a partilha é fantástica. Muito melhor acompanhada do que se tivesse ido com o suposto 'homem da nossa vida'

    hehehe :)

    Jinhos.

    (Estou a gostar de ver-te a crescer. )

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. A viagem a Barcelona, para mim, foi uma espécie de exorcismo do que estava a viver na altura. E foi das melhores decisões que tomei. Já para não dizer que há muito tempo que falava em ir a Barcelona e antes só havia entraves. Quando me vi livre dos entraves simplesmente fui!

      Agora tenho vários planos de viagens que quero fazer sozinha.... mas tb tenho planos de viagens que quero fazer acompanhada! :)

      Eliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Hoje escrevo-vos com o coração

[e publico para o mundo inteiro ver... porque há coisas que o mundo não precisa de saber mas há outras que preciso tirar de dentro do peito]

Há 4 anos atrás descobri que vinha sendo enganada pela pessoa que amava. Durante uns dias hesitei mas acabei por tomar a decisão mais dificil que alguma vez tomei: decidi que não queria mais aquela pessoa na minha vida. 
Psicologicamente estava de rastos... só eu sei o que passei, nesse último ano, nas mãos da pessoa que me tinha feito promessas vãs.

Das últimas conversas que tivemos ele disse-me que iria apagar o seu perfil de Facebook. Para eu não achar estranho... que essa decisão nada tinha a ver comigo, que era ele que precisava de o fazer apenas por si próprio.
[sim, eu lembro-me dessa conversa como se tivesse acontecido há 2 minutos atrás.... o raio da memória nesse tempo ainda era grande, enorme. 
hoje em dia é uma titica e quase não me lembro do que fiz hoje de manhã]

Tudo muito certo até eu descobrir, meses mais tarde, que quando ele me disse…

Acho que preciso esclarecer

A quem não convive comigo diariamente... Não me interpretem mal!

Eu segui e sigo em frente todos os dias. A pessoa a quem me refiro no post anterior é passado e não possuo qualquer sentimento por ele... nem sequer ódio.
As recordações do tempo que passamos juntos são-me completamente inócuas. Foram vivências e apenas isso.

A irritação que vos transmiti... eu diria que acontece de ano a ano e, lá está, apenas porque sinto que há ali um poder sobre mim. E se há coisa que eu não gosto é que tenham poder sobre a minha pessoa.

[eu sei que pareço calminha e, por vezes, até submissa.... mas é algo que não sou mesmo!]

Ia chamar este post de "homossexualidade" mas o que vou escrever é mais abrangente que isso

Acabei de ver o excerto do vídeo em que 2 jogadores do Sevilha, ao celebrarem a sua vitória contra o Benfica, se beijam.

Não sei se são heterossexuais, homossexuais ou bi e sinceramente não me interessa particularmente qual a sexualidade de duas pessoas sobre as quais nunca tinha ouvido falar a não ser há umas horas atrás.
Mas já que vou opinar, não me pareceu que aquele beijo que tenha sido algo "novo" entre eles... foi um beijo de quem se beija dessa forma, ou seja, não houve aquele momento surpresa. Sendo que isso não quer dizer absolutamente nada quanto à sexualidade de ambos.

E agora voltando ao que me levou a pensar escrever este texto.
Lembro-me de, não há muito tempo, ter visto uma notícia que divulgava o primeiro jogador de futebol a assumir-se como homossexual. Penso que ele era alemão... ou então jogava num clube alemão, já não sei muito bem. Lembro-me que nessa altura pensei que ele não poderia ser o único homossexual nesse meio. O problema é que o futebol é um d…