terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Reflexão

"A cada dia que vivo,
mais me convenço de que
o desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-nos do sofrimento,
perdemos também a felicidade."

Carlos Drummond


No fim de semana passado, em conversa com uma amiga, ela confessava a sua admiração pelo facto de eu não me ter fechado para o mundo depois de tudo o que vivi.
Basicamente ela tem medo de sofrer e ao verificar o quanto eu sofri e mesmo assim me reergui das cinzas, acabou por demonstrar a sua admiração.

Agora, se eu me sinto digna de tal admiração? Não, não sinto.
Sinto-me uma pessoa normalissima que se deparou com uma situação extrema e arranjou forças para sair dela. Apenas e só!

Se fui feliz? Fui... algures num tempo que, neste momento, me parece muito distante.

Se vou ser feliz novamente? Já o sou e mais do que alguma vez fui! Por isso o sofrimento que vivenciei valeu a pena não pela felicidade do passado mas pela do presente e do futuro.

Por isso, hoje eu sou dona da minha própria felicidade e arrisco tudo o que tenho nela! :)
Arrisco todo o amor que dou, todas as forças que uso, todo o sofrimento a que não me esquivo.
Pura e simplesmente vivo e divirto-me imenso a viver!

Tenho confiança suficiente em mim para ser atendida na caixa de uma loja de roupa por um rapazito engraçado, musculado e cheio de tatuagens. Durante o tempo que estou a ser atendida, observá-lo mesmo à descarada e quando me apercebo está ele a tremer que nem varas verdes. Escusado será dizer que saí da loja divertidissima, o rapaz é que não deve ter achado muita piada.
Lá diversão não me falta nesta minha vida! :D

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