quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Amor-próprio

Faz-me muita confusão olhar para trás e verificar que não tinha amor-próprio. Que deixei que me pisassem e repisassem.
Vou buscar coisas nas profundezas da minha história de vida e verifico que eu é que tentava dinamizar a "nossa" vida... eu é que sugeria viagens, passeios, programas culturais.
Mas no fim eu é que fui acusada de não ser interessante. Foi assim mesmo que as coisas me foram colocadas: "Tu não és interessante!"

Pudera amigo! Tu cortaste-me as pernas a cada programa que recusaste... a cada fim-de-semana que "tinhas trabalho" e não podias fazer nada mais a não ser ficar sentado em frente ao computador. Mesmo depois de eu chorar à tua frente e te implorar para termos uma vida de convivência normal (burra, burra. burra).

E eu? Eu mirrei... o pouco amor-próprio que tinha foi-se!

E hoje, altura em o meu amor-próprio cresceu como nunca, olho para essa altura da minha vida e não consigo compreender como deixei que tal acontecesse.

Por isso, também me mete muita confusão verificar que tenho pessoas à minha volta que também não têm amor-próprio. Que se estão a deixar pisar por quem não as merece. E se por um lado compreendo a situação, não consigo deixar de pensar o quanto isso me mete confusão.
Só dá vontade de chegar à beira dessas pessoas e dar-lhes um abanão.
O grande problema é que tenho plena consciência de que isso não adiantaria de nada.... cada um vê o que quer ver quando quer ver!

2 comentários:

  1. Faz parte do amadurecimento pessoal.

    :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Claro que sim..... mas até a pessoa em concreto de quem estou a falar "supostamente" é mais madura que eu, ou pelo menos teria "obrigação" de o ser.

      Eliminar