terça-feira, 15 de janeiro de 2013

E agora viro-me para a poesia

(cada vez mais acho que se não arrancar a continuação do laboratório de canto vou optar pelo de leitura poética, se iniciar)

"Sonho. Não sei quem sou neste momento.
Durmo sentindo-me. Na hora calma
Meu pensamento esquece o pensamento,
Minha alma não tem alma.

Se existo é um erro eu o saber. Se acordo
Parece que erro. Sinto que não sei.
Nada quero nem tenho nem recordo.
Não tenho ser nem lei.

Lapso da consciência entre ilusões,
Fantasmas me limitam e me contêm.
Dorme insciente de alheios corações,
Coração de ninguém."

"Sonho. Não sei quem sou" de Fernando Pessoa
in "Cancioneiro

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