segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A culpa é das estrelas - John Green



"Estou apaixonado por ti e não estou disposto a negar a mim mesmo o simples prazer de te dizer as verdades. Estou apaixonado por ti e sei que o amor é apenas um grito no vazio e que o esquecimento é inevitável e que estamos todos condenados e que chegará o dia em que todo o nosso esforço será devolvido ao pó, e eu sei que o Sol irá engolir a única Terra que alguma vez teremos, e eu estou apaixonado por ti."

"Sabes em que é que acredito? Lembro-me de, na faculdade, estar numa aula de Matemática, uma aula de Matemática espectacular que era dada por uma velhota minúscula  Ela estava a falar das rápidas transformadas de Fourier e parou a meio da frase para dizer: «Por vezes, parece que o universo quer que reparemos nele.»
»É nisso que acredito. Acredito que o universo quer que reparemos nele. Acho que o universo é improvavelmente preconceituoso em relação à tomada de consciência  que em parte recompensa a inteligência porque o universo aprecia que a sua elegância seja observada. E quem sou eu, a viver no meio da História, para dizer ao universo - ou à observação que faço dele - que é temporário?"

"Mais tarde, depois de me darem qualquer coisa, a enfermeira entrou, fez-me uma espécie de festa na mão enquanto me media a tensão arterial e disse-me: - Sabes como é que eu sei que és uma lutadora? Chamaste nove a um dez.
Mas não era bem assim. Chamei-lhe nove porque estava a guardar o meu dez. E cá estava ele, o grande e terrível dez, atacando-me repetidamente enquanto eu me mantinha quieta e sozinha na minha cama, a fitar o tecto  com as ondas a atirarem-me contra as rochas e a puxarem-me de volta ao mar, para depois poderem lançar-me de novo contra a encosta escarpada do penhasco, deixando-me a flutuar de cara para cima na água, sem me afogar."

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