terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Em modo serviço público de divulgação de cultura #65

Para começar bem o ano recomendo a 1ª sessão de Quintas de Leitura de 2014.


A bilheteira abre no dia 7 de Janeiro às 14h30.
Se estiverem interessados, apressem-se a comprar... o Quintas de Dezembro foi no Auditório do TCA e tenho conhecimento que os bilhetes esgotaram em menos de 30 minutos. Este não percebi se será no Café-Teatro ou no Auditório.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Atingi o meu limite!

Não me considero uma pessoa preconceituosa. Acho que quem me conhece pode confirmar isso.
Aliás, tenho alguns bons amigos homossexuais (homens e mulheres) e não tenho problema absolutamente nenhum de os ver em demonstrações de carinho, tal como vejo os meus amigos hetero.

Mas, ver o Michael Douglas e o Matt Damon aos beijos (e senhores, mas que BEIJOS) e em cenas de sexo (não explicito, ao menos valha-nos isso!) acho que foi assim a linha invisível que decidi traçar.

O filme? Behind the candelabra.
Tenho a dizer que vi 30 minutos e achei que foi suficiente!

2013


Para mim, 2013 é, sem qualquer dúvida, o ano de Paris! :)

domingo, 29 de dezembro de 2013

O mundo é um nico!

Ontem à noite, seguia eu embrulhada nos meus pensamentos quando ouvi alguém a dizer "lá vem ela! lá vem ela!".
Levantei a cabeça e saí do meu mundo interior para me deparar com um colega (acreditem que teria passado por ele sem o ver). Demos 2 de treta e eu segui a minha vidinha.
Fui ter com uma colega minha para um café que estava planeado há muito tempo... e que ontem se concretizou.
Entrei no café, sentei-me e esperei por ela.
Entretanto ela chegou e começamos a conversar.... quando, de repente, apercebo-me que está uma pessoa parada à minha frente e a olhar para mim de forma muito atenta.
Levanto o olhar e vejo o amigo de um amigo. Diz ele "por aqui? nós estamos a jantar ali no canto".
Pois! Estavam "os suspeitos do costume" a jantar no mesmo espaço que a minha colega escolheu para irmos tomar café... e eu também não os teria visto!

Raio do mundo que às vezes parece uma ervilha.... e eu ontem não via ninguém à frente!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

João (I)

O João é um homem como outro qualquer. Todos os dias se levanta à mesma hora, trata de si e sai de casa para um trabalho das 9h às 18h que o prende a uma realidade que não reconhece como sua. Todos os dias regressa a casa sem achar que fez algo de interessante ou que tenha contribuído para a sociedade, seja para si ou para os outros. Todos os dias regressa a casa, come a primeira coisa que lhe aparece à frente e entra em modo de descanso para no dia seguinte regressar à sua vida de sempre. Aborrecida, desinteressante, estagnada.

O João não consegue dizer se é feliz ou infeliz, apenas sabe que os dias passam e ele continua vivo... os seus pulmões recebem oxigénio que se transformam em dióxido de carbono (por um processo que ele nunca percebeu muito bem como acontece) e isso faz com que ele se mantenha vivo.

Até que um dia, um dia como qualquer outro, ao sair de casa para o seu trabalho monótono, ele repara numa bela borboleta que passa à frente dos seus olhos.
Não é uma borboleta qualquer... tem as cores mais belas e mais vivas que ele alguma vez viu. Possui, nas suas asas grandes, os tons de azul mais bonitos e brilhantes!
O seu olhar distrai-se ao ver aquela borboleta e não consegue deixar de comparar a sua vida (cinzenta e sem cor) com aquela pequena mas esplendorosa borboleta que voa à frente dos seus olhos.

Segue o seu rumo habitual, o seu corpo desempenha a sua rotina de sempre.... mas a mente não consegue desligar daquela borboleta que abriu o seu olhar para o que o envolve.
No final do dia regressa a casa. Compara-se àquela borboleta leve, livre e linda e não encontra nenhum ponto em comum. Ele sente-se aprisionado na sua vida rotineira. Uma vida que ele não escolheu para si... mas a vida que a sociedade lhe impôs.
E é nesse instante que o João toma a decisão da sua vida. O João decide que quer ser como a borboleta que viu horas antes, decide largar tudo e viver os seus sonhos. Decide SER FELIZ!

E é aqui que o João se depara com o seu 1º obstáculo.
Afinal quais são os seus sonhos?  O que é que o irá fazer feliz?

Natal

Acabo de receber uma mensagem de Feliz Natal com o desejo de muitas prendas...

E aí apercebo-me que o que quero não são muitas prendas (nem vou tê-las) mas o amor e carinho de quem está à minha volta.
Vivi 1 Natal angustiada porque não estive perto dos meus Pais (hoje duvido que o pretenso carinho que as pessoas com quem passei esse Natal efectivamente existisse), nunca mais vou deixar que isso aconteça!

Como dizia a J. à pouco....

Hoje estou louquinha!

Eu digo que é por ser o último dia de trabalho do ano... Ou então por andar mesmo entusiasmada com a formação de teatro... Ou então, olhem, não sei muito bem porquê!

O certo é que acabei de me inscrever para uma maratona de 24 horas de teatro... e estou a torcer para que me chamem para fazer o casting.


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

2013

De repente estou a pensar neste ano que passou...
O balanço é muito positivo! Eu sei que ainda faltam uns dias para o final do ano mas seria preciso acontecer uma catástrofe muito grande nos próximos dias para eu deixar de ter este sentimento.

Foi o ano em que me cultivei de uma forma muito intensa e a muitos níveis. Foi o ano em que fui a Paris (local onde tenho a certeza que quero voltar várias vezes na vida). Foi o ano em que me libertei de demónios. Claro que tive altos e baixos, mas os baixos foram sendo cada vez menos e com menor intensidade por isso o balanço é mesmo positivo.
Foi o ano em que conheci pessoas e fiz amigos que vão ter um lugar no meu coração, o resto da minha vida.

E foi o ano em que tive dois "gajos" a proporem-me "gravidez". Das duas uma, ou acham-se os garanhões do pedaço ou eu devo transmitir uma aura maternal que nunca mais acaba.
(só para esclarecer, ambas as propostas foram de brincadeira... um deles é um grande amigo, o outro não sabe estar calado. mas confesso que agora achei piada à coincidência)

Ontem...

Ontem foi o dia em que foi feita a avaliação informal das aulas de teatro.
Como eu disse anteriormente, apenas frequento as aulas de teatro 1x por semana mas ontem, excepcionalmente, fui ao Porto para assistir à 2ª aula da semana. Não a fiz porque efectivamente só pago mensalidade para 1x mas como era a aula em que iriam fazer a avaliação do módulo que ontem terminava disponibilizei-me a ir.
E ainda bem que o fiz!

Soube tão bem ouvir elogios tanto da formadora como dos colegas. Perceber que o trabalho que ando a fazer agrada a quem me rodeia (a mim agrada-me bastante mas isso já eu sabia).
Basicamente foi-me dito que não é por eu ter feito teatro e ter parado que agora tenho mais facilidade neste "retomar". Ficou nas entrelinhas que tenho algo cá dentro que tem potencial.
Mais uma vez elogiaram a minha voz (ai Celeste, isto é tua obra!).

E pronto, fica aqui o gostinho na boca a falhar porque vamos entrar em "férias de Natal" e só temos aula no próximo dia 6! Já tenho saudades dos colegas, da formadora e da aula em si! Por mim não ia de férias... mas pronto, a escola tem de respeitar o calendário escolar.

Para o próximo ano ficam prometidas mais aulas, mais evolução, mais convívio, etc.

Já disse que estou a ADORAR esta experiência? Pois... acho que nunca é demais repetir! ;)

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Coisas estúpidas, daquelas mesmo estúpidas!

Passo o dia cansada (hoje até nem tive muito sono... mas também tenho de contabilizar os 3 cafés que bebi).
Saio do trabalho sem vontade de me mexer mas mesmo assim arrasto-me até ao ginásio.
Faço 2 aulas, transpiro que nem uma "porca estendida a apanhar sol de Verão", saio de lá revigorada.
Vou para casa tomar banho, jantar, tratar das traquitanas para o dia seguinte....
E chego a esta bela hora da noite fresca que nem uma alface e soninho para descansar nem vê-lo!

Sendo que amanhã tenho de acordar 30 minutos mais cedo para garantir que não me atraso e inicio o atendimento ao público às 9h00 em ponto. Atendimento que irá acontecer das 9h00 às 18h00 com apenas 1h de intervalo para almoço...
Tenho a dizer que não auguro nada de bom!

Ah! E no fim do dia, excepcionalmente e porque me comprometi a fazê-lo, ainda terei de ir ao Porto. (mas  também quem é que me manda ter uma boca grande??)

E ainda continuando no meu percurso "artístico"

Ontem foi dia de fazer uma breve apresentação (5 minutos) na aula de teatro.
Confesso que pensei muito no assunto, esquematizei o que queria fazer, acertei com uma música de fundo... mas praticamente não ensaiei . Aliás, só fiz +/- a coisa 1 vez para perceber se os momentos de passagem batiam certo com a dinâmica da música.

Ontem cheguei à aula e, na altura de fazer a apresentação, não estava propriamente nervosa.... era mais apreensiva sobre se a coisa ia resultar.
Enquanto estava a fazer a minha performance, ia olhando para os meus colegas e para a formadora. E fui "admirando" as suas caras de espanto! E fui pensando "ok, isto deve estar a correr bem!".
No final todas as críticas foram muito positivas. Referiram como fugi da minha zona de conforto (yep, era essa a intenção), como fui expressiva (oh yeah!), como projectei a voz (obrigada Celeste!) e utilizei a música para criar momentos de "crescendo". E ainda comentaram como gostaram do texto escolhido (o poema As Borboletas de Vinicius de Moraes).

Como deverá ser fácil perceber, fiquei extremamente contente com a "avaliação" dos colegas e da formadora. E fiquei contente também comigo mesma. Saí de lá com uma sensação de dever cumprido!

Que venha o próximo módulo da formação! ;)

domingo, 15 de dezembro de 2013

De mim!

Quando, no ano passado, iniciei a minha "aventura" no mundo artístico nunca me passou pela cabeça o rumo que isto iria levar.

A formação de canto "começou" porque eu queria fazer algo para mim e a cabeça ainda não estava "em cima dos ombros" por isso escolhi a 1ª coisa que me apareceu e que achei que me iria satisfazer. Sim, a música já fazia parte da minha vida mas cantar para os outros nunca foi algo que me passasse pela cabeça fazer!
Fiz a iniciação, passei para o aperfeiçoamento.... e correu tão bem em termos vocais que fiquei de boca aberta comigo mesma!
O problema no meio disto é que o à vontade em palco era nulo!!! Fiquei super tensa, fechei ângulos, não fui expressiva, etc.

Então decidi que queria seguir o caminho artístico integrando uma formação em teatro.
Procurei, procurei.... Fui extremamente picuinhas na minha escolha! Não queria fazer algo só porque sim, queria fazer algo completo e com bases muito consolidadas!
Finalmente escolhi! E estou a frequentar desde Outubro um curso livre de teatro.

As sessões não foram muitas... Até porque eu escolhi a opção de 1x/semana quando eles disponibilizam 2x/semana (mas eu não tenho disponibilidade de horário para isso, até porque estou à espera da continuação do canto).
Mas ontem notei uma diferença no meu quotidiano (que relaciono com as aulas).

Em Outubro (tinha ido a apenas 1 aula), fui com os colegas do canto ao karaoke!
Continuava a sentir-me "perra" em palco. Os nervos faziam com que as pernas tremessem (mesmo que não fosse perceptível a quem estava do lado de fora).
Ontem fui pela 2ª vez ao karaoke com os mesmos colegas e nem consigo explicar a grande diferença por aqui!
Não vou dizer que não estava nervosa... Mas estava solta! Cantei à vontade, dancei, ri-me, ... tudo isto em cima do palco e com um bar cheio de gente desconhecida (à pinha mesmo que aquilo ontem era a loucura).

É impressionante a diferença que uns quantos exercícios de libertação/ consciencialização do corpo, postura, etc. fazem em pouco tempo!

E como é que me sinto com tudo isto? Bem, muito bem! :D

Da minha banda sonora #62


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Logo pela manhã!

Hoje, logo pela manhã, recebi uma mensagem de alguém a dizer o quanto gosta de mim.... e só isso já me fez sorrir o dia inteiro!

Eu também GOSTO DE TI!

(às vezes parece que damos quem está ao nosso lado por garantido e não dizemos estas coisas em número suficiente)

Em modo serviço público de divulgação de cultura #62


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Decisão!*

Aqui há uns tempos li algures qualquer coisa como isto:
A minha avó dizia que, num casal, há sempre um que ama mais que o outro.

Não liguei muito a esta afirmação na hora.... mas o certo é que me ficou na cabeça. E foi martelando, martelando... não sei exactamente quanto tempo porque efectivamente já não sei há quanto tempo a li, mas o certo é que ficou aqui!

E, há conta desta afirmação, tomei a decisão de que eu não irei mais amar mais do que serei amada. Não quero! Recuso-me terminantemente!
Amar mais do que sou amada, definitivamente, não é para mim!
O ideal será sempre amar na mesma proporção mas há falta de melhor, prefiro "amar menos". É que na minha lealdade para com a outra pessoa eu confio.... na lealdade da outra pessoa, deixei de confiar!

* como se fosse possível tomar decisões deste tipo... assim, só porque eu quero!
Você é mais forte do que pensa e será mais feliz do que imagina.

Tati Bernardi

Yep. It checks! ;)

E se de repente?

E se de repente eu decidir que não quero mais a vida que tenho? Se eu decidir que quero outra vida. Quero fazer coisas que me satisfaçam de uma forma permanente e não ter um emprego só por ter um emprego?
E se de repente eu decidir que quero cantar e representar e quero largar tudo para correr atrás de um sonho?

Hoje não é esse dia... mas pode ser que esse dia chegue!

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

E depois digo que não sou criativa....

Ontem pediram-me uma apresentação de 5 minutos para a aula de teatro da próxima segunda-feira. E desde essa altura que o meu cérebro não pára e já tive várias ideias! Ainda não experimentei nenhuma pelo que não sei qual resultará mas pelo menos sei que o processo criativo anda por estas bandas.....

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Ainda do texto de há pouco.... claro que é uma desilusão perceber que, quem tu até achas alguma piada e com quem te metes só para ver qual a reacção, não reage em consonância com aquilo que tu esperarias.
Mas lá está, é preciso fazer a ginástica mental de "não queres, há-de haver quem queira" e seguir em frente como habitual.
De que serve forçar situações que não existem de forma mútua? Quando há, nitidamente, uma das partes que não quer, porquê insistir? Só gera desconfortos e constrangimentos.
Não quer? Paciência! Segue em frente porque há-de haver quem queira. Pode não ser hoje, nem amanhã, nem depois.... mas algures no tempo vai haver quem queira e o importante é saber ser paciente!

Este é o meu lema neste momento.... é a minha forma de vida! E desde que percebi isso, desde que percebi que não é por sentir algo por alguém que isso é mútuo e correspondido, sou tão mais feliz! Se tenho vontade com estar com alguém... faço sugestões. Se aceitam, óptimo! Se não aceitam, óptimo na mesma e não ando constantemente a "chover no molhado". Há que perceber os meus limites e os limites de quem me rodeia.

Eu sei que às vezes sou "mau feitio" (sim, L. estou a admitir que sou mau feitio) e posso até ser interpretada de forma errada porque as coisas me saem de forma mais brusca. Mas acreditem que isso só acontece quando já me andaram a encher o saco e eu estou a rebentar pelas costuras!

Tudo isto para dizer.... não cansem quem vos rodeia quando os sentimentos dos outros não correspondem às vossas expectativas.
A vida pode ser tão leve e despreocupada se levarem as coisas assim... acreditem, eu sei do que estou a falar!

Há sensações fantásticas!

Hoje (dia 15.10.2013) estou a escrever este texto que apenas será publicado daqui a algum tempo (ainda não sei muito bem quanto).

Tudo começou há muitos anos atrás. Sinceramente não sei exactamente há quantos mas sendo que ainda estava na faculdade foi, pelo menos, há 10 anos.
Enquanto estava na faculdade tornei-me doadora de sangue e daí a considerar tornar-me dadora de medula óssea foi um "saltinho".
De todos estes anos, nunca fui chamada para fazer testes adicionais.
Até hoje! Hoje ligaram-me, perguntaram se ainda estou disponível para efectuar uma dádiva de medula óssea e fizeram uma série de perguntas de rotina. Pediram-me para fazer uma recolha de sangue de forma a fazer testes adicionais e confirmar se a pessoa que necessita é mesmo compatível comigo.

O que sinto? É uma mistura de sentimentos antagónicos. Se por um lado sinto-me bem porque há a possibilidade de ajudar alguém, por outro não posso deixar de ficar triste por saber que há alguém geneticamente parecido comigo que está doente!
Espero poder ajudar essa pessoa.
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(17.10.2013)
Lá fui ao Centro de Histocompatibilidade do Norte fazer testes adicionais para saber se sou realmente compatível com a pessoa que necessita de ajuda.
Fiquei a saber que a percentagem de isso acontecer é muito baixa (3%). Esta 1ª triagem é feita com várias pessoas no mundo.
O médico explicou-me como se processam todos os procedimentos... e também me explicou que, mesmo que eu seja compatível, poderei nunca fazer a doação por o doente não se encontrar em condições para receber o transplante ou por este se restabelecer ou por falecer.
Contou-me que teve uma situação em que o período de tempo entre o 1º contacto com o doador e a concretização do transplante demorou 4 anos!

Pouco depois de iniciamos a conversa disse-me "Sofia, se se comprovar que é compatível com o doente eu ligo-lhe a dizer que você ganhou o euromilhões!"
Apenas lhe respondi "Dr., nesse caso quem terá ganho o euromilhões é o doente, não eu! Eu só estarei a cumprir com o meu dever cívico"
Ao que ele ripostou "Não Sofia, você é que terá ganho o euromilhões.... porque você poderá salvar uma vida praticamente sem esforço!"
Aí eu só pude sorrir. Acho que ainda não tinha bem tomado consciência desse ponto. Eu posso efectivamente salvar alguém um dia!!!

Algumas horas antes a minha mãe (quando soube o que eu ia fazer nesse dia) disse que eu era a pessoa mais corajosa da família... precisamente por ser dadora de sangue regular e por estar inscrita no banco de dadores de medula.
Na hora, desvalorizei... mas depois da conversa com o médico percebi o quanto é de louvar a minha atitude precisamente porque apenas uma pequena percentagem de pessoas toma este tipo de iniciativa.
Hoje em dia, devido a casos mediáticos, há mais pessoas a tornarem-se dadoras... mas ainda é muito pouco!
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E hoje (05.12.2013) acabei de saber que tenho uma carta do centro de histocompantibilidade em casa à minha espera. Isso apenas pode significar que não se comprova a minha compatibilidade com a pessoa que necessita da dádiva.
Parece que não ganhei o euromilhões.... mas espero que a pessoa tenha ganho!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Impressionante!

Ontem ao final do dia vi um cartaz a anunciar a passagem de ano num determinado local. Nesse cartaz tinha a programação da noite, falava de jantar e definia horas para os diferentes momentos da noite.
Como passei de carro no referido cartaz e queria obter mais informações sobre o assunto (e o cartaz falava mesmo do site do espaço em questão), quando cheguei a casa abri o site e a página do Facebook do espaço.
Acreditam que não tem nem uma pequena menção ao evento????

Como é possível terem colocado aquele cartaz na rua sem colocarem a informação online? É que ainda por cima referem que para obter mais informações as pessoas podem consultar o site.

A sério que não consigo perceber como é que estas coisas acontecem. Raio da falta de organização!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Já há uns tempos recomendei esta página. Mas hoje o tema é-me muito próximo e não consigo ficar indiferente... Se vos interessar, recomendo vivamente.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Em modo serviço público de divulgação de cultura #61

Hoje não venho divulgar um evento ou uma iniciativa mas sim um novo projecto musical.
Este novo projecto tem como nome Rubim e podem consultar mais informações aqui e aqui.

O lançamento do CD ocorreu ontem à noite e estará disponível nas lojas habituais a partir de amanhã.

Musicalmente todas as músicas são soberbas, sendo que a cereja no topo do bolo é a voz fantástica da Ana Celeste Ferreira (eu sou suspeita porque ela é minha mestre e amiga... mas ouçam e depois digam-me o que acharam).
Ainda assim, a minha música favorita é o single promocional (cujo vídeo poderão ver mais abaixo) porque combina tudo isso com uma letra que me toca muito!


Espero que gostem... e que comprem o CD! :)

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Visão... ou falta dela!

Uso óculos desde os 6 anos, idade em que me detectaram (num rastreio completamente aleatório) que eu tenho astigmatismo.

A doença mais comum é a miopia (muitas vezes combinada com um pequeno grau de astigmatismo... eu sou o contrário do normal) e, por isso, quando me diziam... "mas, afinal vês mal ao longe ou ao perto." eu nunca soube responder. E a verdade é que os médicos nunca me explicaram nadica.

O certo é que tenho uma graduação jeitosa (que mesmo assim foi diminuindo ao longo dos anos) mas consigo fazer vida sem óculos.
Só a título de exemplo, a minha irmã (míope) quando fez cirurgia tinha uma graduação bem inferior à minha e quase não via nada sem óculos.

No outro dia, ao pegar no plano de treino do ginásio (onde não uso óculos), apercebi-me que se estiver com o papel mais próximo, consigo ler as letrinhas minúsculas que lá estão.
Então agora meti-me a fazer pesquisas para tentar perceber efectivamente qual o efeito da minha doença ocular! E descobri que o astigmatismo provoca desfocagem da imagem (para verem um exemplo cliquem aqui)... e não o típico "ver mal ao perto ou ao longe".
Portanto, quem tinha razão fui sempre eu que nunca consegui responder à pergunta que me faziam.

Claro que depois vejo pior ao longe.... mas isso já é o bocadinho de miopia que cá anda a fazer os seus estragos.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Vantagens de ser "livre"

Como não dependo da agenda de ninguém para fazer o que bem entendo, marco férias sem qualquer tipo de restrição.
O que faz com que possa marcar férias de acordo com o preço (mais baixo) das viagens que quero fazer!

Às vezes sou tão esperta! :D

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Constatação do dia de hoje (e esta é mesmo do dia de hoje)

Na minha vida não me faltam "queridos", "amores", "loves", "babes" e afins!
Na minha vida não me faltam abraços, beijos e mimos. Nem faltam conversas "non-sense" e conversas "full-sense".

Pelo menos sei que sou uma pessoa apreciada pelos que me rodeiam... e, como é óbvio, isso agrada-me profundamente! :)

Constatação do dia de hoje (ok, de ontem que já é quase meia-noite e meia)

Ser abraçada por um colega e perceber que fico quase totalmente por baixo do braço dele é coisa para me deixar com uma sensação de "portabilidade"...
Oh meu Deus! Não me podias ter dado mais uns quantos centímetros? Ou menos uns quantos a quem me rodeia?

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Em modo serviço público de divulgação de cultura #60


Tem dias!

Tenho dias em que parece que me esqueço que tenho um blog...

Parece que quero viver intensamente tudo o que me rodeia e esta parte da minha vida fica estagnada e, simplesmente, deixo de escrever e de pensar em escrever.

Hoje ainda não foi o dia em que voltei a este canto... pode ser que amanhã consiga! :)

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Num claro detour à linha de pensamento do texto em questão

Estava a ler este texto Estrelas Michelin apanham de surpresa quem as ganha, quem as perde e quem as recupera, e deparo-me com esta frase:

Uma das coisas que chama a atenção, sobretudo num restaurante que fica no meio do Alentejo, é ver aparecer alguém para jantar sozinho, conta, com uma gargalhada. Ou é um solitário ou um inspector Michelin.

Ou seja, um dia destes sou confundida com um inspetor Michelin num desses restaurantes perdidos por esse Portugal! :D

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Afinal não sou a única tolinha que canta enquanto faz a aula de cycle!

Hoje, ao meu lado, estava um senhor que até cantou mais que eu porque eu não conhecia a maior parte das músicas escolhidas para a aula.

Em modo serviço público de divulgação de cultura #59


No próximo sábado (dia 23/11) às 18h00  nas instalações da Cadeira de Van Gogh (Rua do Morgado de Mateus 41, Porto).

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

E assim de repente

Parece que vou voltar a Paris em Janeiro...
Oh que chatice tão grande!!!! Ahahahah

Da minha banda sonora #59


Sonhos

Eu sou daquelas pessoas que raramente se lembra dos sonhos que tem durante a noite.
Mas hoje lembro-me do que sonhei...

Sonhei com uma amiga minha. Sonhei que ela tinha uma irmã gémea que era como se olhasse no espelho. Sonhei que as 2 mais os nossos pais me ajudavam a fazer uma mudança de casa. Sonhei que íamos almoçar os 7 num restaurante à beira da estação de comboios de Santarém e depois eu ia fazer um trabalho e eles iam à vidinha deles. Sonhei que depois eu tinha de apanhar o comboio (mesmo tendo o carro carregadinho de tralha) mas que o perdi. Fui a correr trocar o bilhete de comboio e aqui.... troquei de sonho! Quando me levantei lembrava-me do sonho seguinte mas agora não me lembro!

Weird stuff!

Parece-me que:

Este vai ser o ano das gripes...
Two down, how many more to come??

domingo, 17 de novembro de 2013

Consequências

Uma das consequências de mudar de casa 2 vezes em cerca de 6 meses (o que leva a que tenha vivido em 3 casas diferentes nesse espaço de tempo) é "perder" alguns itens.

Eu sei que tinha um relógio castanho (não o usava muitas vezes porque tirá-lo magoava-me os dedos) mas hoje em dia não faço a mais vaga ideia de onde está!

Se está na casa nº1, ou passeia-se no pulso de outra ou foi directo para o lixo.
Se está na casa nº2, um dia destes encontro-o.
Uma coisa é certa, não está na casa nº 3.

Da aula de cycle de hoje

O sofrimento é um estado entre duas felicidades.

Da minha banda sonora #58


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

E assim se geram os boatos

Ontem à noite cortei-me na mão.

Hoje ao chegar ao trabalho, estava a limpar a ferida para colocar um penso novo e uma colega diz "cortaste-te no pulso?", diz logo outra " a Sofia cortou os pulsos?".

Pronto! E assim se gera o boato de que eu cortei os pulsos... quando na verdade a faca espetou-se-me na mão quando estava a cortar castanhas!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Ainda dos abdominais

Hoje parece que me dói ainda mais lá ao fundo... e tossir é um desafio à minha capacidade de aguentar a dor!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Religião

Hoje cheguei a casa e tinha na caixa de correio uma carta cujo envelope dizia "Direitos Paroquiais".
Fiquei curiosa sobre o assunto e abri-a de imediato.
Deparei-me com uma carta do novo pároco da igreja que se situa do outro lado da rua do meu prédio. Nessa carta o mesmo apresenta-se e inicia a falar sobre o momento do ano que vivemos. E solicita que tenhamos este momento em atenção para contribuirmos com a Oblata, o sustento do pároco!
Isto são a primeira meia-dúzia de linhas de uma carta que ocupa meia página (o resto da folha está ocupado com um inquérito sobre a constituição do agregado familiar). Escusado será dizer que não li mais nada!

Parece-me que o senhor padre está um bocadinho equivocado quanto à distinção entre direitos e deveres. Sinceramente, gostava de saber em que mundo é que esse senhor vive para achar que eu dar-lhe dinheiro para o seu próprio sustento é um direito da minha pessoa!
Se o senhor padre estivesse a solicitar ajuda para ajudar os mais necessitados... eu ainda considerava. Agora ele está a solicitar dinheiro para ele próprio??? A sério? Tanto quanto sei os padres recebem um salário... pode não ser o mais farto mas é preciso ter lata!
Eu sei que nem todos fazem o voto de pobreza.... mas também não me parece nada bem que venham pedir dinheiro, para seu proveito próprio, em praça pública!
Se calhar tenho de começar a pensar em fazer uns envelopes bonitinhos e escrever uma carta (começo por colocá-la na caixa do correio dos meus vizinhos para ver qual é a resposta) a dizer "Olhem, o meu salário não me chega por isso é um direito vosso darem-me dinheiro para eu me sustentar".

O que acham???

Eu confesso que não sou propriamente o exemplo da boa cidadã católica.
Quando me perguntam, digo que sou católica não praticamente embora eu própria não saiba dizer muito bem como é que uma pessoa católica pode ser não praticante.

Fui criada na fé católica. Sou baptizada, frequentei a catequese, fiz a 1ª comunhão e a comunhão solene.
Acredito em Deus mas não consigo muito bem dizer se acredito ou não no Deus da fé cristã. É que para isso teria de acreditar que Jesus Cristo é filho de Deus (o que não acredito) e que a sua concepção foi imaculada (o que também não acredito). Teria de acreditar nos santos e nos milagres... e sinceramente, não acredito.
Acredito numa Entidade Superior que nos guia e nos pode ajudar em determinadas situações. Mas depois também vejo tanto mal no mundo que só me posso perguntar onde se encontra efectivamente essa entidade para deixar que essas coisas aconteçam.

Como por exemplo este padre (uma gota no oceano... há muitos assim) que vem pedir dinheiro em proveito próprio quando há, de certeza, muita gente a realmente precisar de ajuda nesta freguesia. Não seria muito mais cristão (ou apenas equilibrado por um Deus) ajudar essas pessoas que necessitam?

Eu quando posso, faço! Não com dinheiro (dinheiro pode ser muito mal gasto) mas com bens alimentares. Ainda no outro dia dei pão e queijo a uma senhora que estava a pedir na porta do supermercado. Pode ser pouco mas pelo menos sei que os filhos daquela pobre (disse-me que tinha meninos em casa... se era verdade ou não nunca saberei) tiveram alguma coisa para comer naquele dia.
É uma gota no oceano? É! Mas pelo menos fiz algo pelo próximo... e não por mim!

Ainda do ginásio!

Esta coisa de me doer os abdominais de cada vez que dou uma "tosseca" não é nada fixe!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

A arrastar-me...

Posso arrastar-me até ao canto mais próximo e arrepender-me do dia em que achei que ia voltar ao ginásio assim com uma perninha às costas?

Lá uma coisa é certa... o corpo anda cansado e adormeço que é uma maravilha! (excepto quando chego a casa eufórica à conta da aula de teatro)
Ás vezes acho que quem me rodeia não me conhece mesmo...

Hoje pensei que quero mesmo passar o meu próximo aniversário fora do país.
Ao longo do dia fiz algumas simulações de preços de sítios onde gostava de ir (e acho que já me decidi por um).

Estava agora a dizer a uma amiga precisamente isso.... e a resposta dela foi que eu sou louca!

Oh pá! Mas isso não está já estabelecido??? :P

NOTA: para quem não sabe eu faço anos no final de Junho.

Da minha banda sonora #57


domingo, 10 de novembro de 2013

Da minha banda sonora #56

Sou a mariposa bela e airosa
que pinta o mundo de cor de rosa
eu sou um delírio do amor

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

O comentário que "vira" post

Hoje comentei em blog alheio.... e achei que esse texto merecia destaque de post no meu próprio blog.

Sim, sou funcionária pública e hoje estou de greve. Pela 1ª vez! (e nunca mas nunca pensei chegar ao ponto de sequer ponderar fazer greve)

 Entendo quem está do outro lado e se sente injustiçado mas também acho que é necessário perceberem quem está deste lado. 
Sim, o Estado engordou e atira a austeridade para os mais fracos. Mas é necessários perceber que entre os mais fracos também se encontram os funcionários públicos. O sector privado não é o único a sofrer com cortes de regalias, aumento de impostos e fragilidade no emprego! 
Sou funcionária pública há cerca de 4 anos e desde que entrei... o meu salário baixou de ano para ano, limitam o meu trabalho porque não há dinheiro para reparar carros ou para combustível e, sinceramente, todos os dias temo chegar a casa e ter uma carta a anunciar que vou ser despedida. 

Só ainda para ser a cereja no topo do bolo.... eu trabalho num local dimensionado para 5/6 pessoas e onde trabalham efectivamente 11. No meu posto de trabalho chove! No Verão não podemos abrir a única janela desse espaço porque há uma fossa a passar por baixo dela. 
No mesmo concelho onde trabalhamos, a mesma entidade usufrui de umas instalações que denonima de "escola" que tem perfeitas condições (o edifício é novo) e que se encontra encerrado! 
Já fizemos pressão para mudarmos para lá, já fizemos abaixo-assinados e a resposta de Lisboa é sempre a mesma... NÃO! 
Ou seja, o estado prefere manter um edifício fechado e a deteriorar-se do que melhorar as condições de trabalho dos seus trabalhadores. 

 Por isso, hoje faço greve! Porque estou farta de todas estas situações! E estou farta de "estar calada". 

Não sou mais nem menos do que qualquer outro trabalhador... e só tenho pena que os trabalhadores do privado não se sintam "à vontade" para demonstrar o seu descontentamento.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Sentimentos

Tenho a sensação que os sentimentos são como as pastilhas elásticas... quanto mais mal nos fazem, mais colam e não desgrudam!

Das minhas experiências e da dos meus amigos essa é a conclusão a que chego... Casos de gente que não deixa o passado ficar no passado, que insiste em situações que já não têm conserto, que têm sentimentos tão fortes e que sofrem porque não são correspondidos ou porque a outra parte é, pura e simplesmente, um c***ão com pernas e quem está dentro da situação não consegue ver isso com clareza.

Eu também já estive lá.... já tive sentimentos que me deixaram cega e não quis ver o que estava mesmo em frente ao meu nariz.

Mas por mais "colantes" que sejam esses sentimentos, há sempre um dia em que acordas e percebes que, afinal, até consegues viver sem essa pessoa... e, imagine-se(!!!), até és mais feliz sem essa pessoa ao teu lado do que alguma vez foste com ela ali.

Recentemente li uma frase que dizia mais ou menos isto "são necessárias 4 estações do ano para esquecer uma pessoa".
Eu não acredito que esquecer uma pessoa seja a melhor solução... Somos os erros que cometemos e as lições que aprendemos deles. Somos os sentimentos frustados e as alegrias vividas.
Mas ultrapassar o sofrimento sentido é mais do que necessário! E talvez a regra das 4 estações não seja assim tão desadequada.
Claro que cada pessoa faz o seu processo de luto conforme entende ser o melhor para si......
No meu caso.... bom, no meu caso acho que posso dizer que o meu processo de luto terminou. As 4 estações já passaram e pensar que aquela pessoa existe algures no mundo (não sei onde nem me interessa saber) já não me incomoda o pensamento.

(Eu sei que isto não se diz... mas juro que houve alturas em que, se o tivesse visto deitado numa sarjeta, ia lá dar-lhe uns pontapés. Agora, se o vir deitado numa sarjeta, apenas viro costas e sigo com a minha vida)

Por isso, acho que posso afirmar com TODAS as letras que o meu sentimento, finalmente, desgrudou da minha alma... E agora vamos ser FELIZES meus amigos!!!! 

Da minha banda sonora #55


Em modo serviço público de divulgação de cultura #58


Tanto quanto sei já não há bilhetes.... mas ainda assim fica o apontamento! Até porque há Quintas de Leitura todos os meses! :)

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Vergonha?

Ainda no fim-de-semana, quando andava a tratar de assuntos "pessoais" num shoping, pensei o seguinte: "se há um ano atrás me dissessem que eu teria perdido toda a vergonha que tinha na altura, eu não iria acreditar".

Toda a vida fui envergonhada. Quase tinha vergonha de me mexer por pensar que os outros iriam julgar-me. Deixei de fazer muitas coisas que tinha vontade pura e simplesmente porque tinha vergonha.
Houve muitas vezes em que não saí de casa apenas para tomar um café porque não tinha coragem de entrar num café sozinha ou em que não ia a restaurantes porque não conseguia conceber os olhares alheios.

Hoje em dia não sou assim! Aliás, tenho alturas em que até prefiro ir ao café ou ao restaurante sozinha. É o meu momento de relaxamento. Da minha carteira tiro o telemóvel ou o caderno e escrevo a saborear um café ou uma refeição quente. Nem imaginam como isso é reconfortante para mim!

Mas ainda mais notório é a forma relaxada como me visto neste momento. Sem pensar que tenho de me fundir na multidão! Há dias em que quero mesmo destacar-me da multidão e uso pequenos truques para o fazer. Como por exemplo, usar collants coloridos com uma roupa mais neutra ou um acessório mais destacado.

Claro que tudo isto é uma aprendizagem... mas olhando para o passado e para o presente, fico admirada com a minha evolução e espero que esta seja sempre no sentido positivo.... e nunca mais no sentido negativo!

Também leiam este!


UAU!

Leiam este artigo que vale muito a pena!


Só tenho isto para dizer....
A psicologia é fantástica!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Em modo serviço público de divulgação de cultura #57


Eu não mando nada!

Pois... eu bem tento!

Faço-me forte, digo que é assim e acabou, rosno e mostro os dentes... mas depois o pessoal vem com falinhas mansas e eu, molinha que sou, lá faço a vontade a toda a gente!

Enfim!!

domingo, 3 de novembro de 2013

Há dias assim!

Eu sou daquelas pessoas que, musicalmente, tem um gosto muito eclético. Ou seja, a escolha musical de determinado momento tem mesmo muito a ver com a minha disposição nesse momento.

Hoje a disposição deu-me para "dance music"... por isso passei a tarde a ouvir a radio spotify baseada na minha lista de dance music!
Os meus vizinhos (que ao domingo à tarde têm como hábito ouvir música pimba) devem ter ficado um bocadinho baralhados! :P

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Outono

Eu sou daquelas pessoas que adoram o Verão (o calor, as roupas, as frutas) e ficam deprimidas quando o tempo começa a esfriar... mas principalmente quando começa a chover!

No entanto, este ano, por opção, não tirei férias no pico do Verão. Os últimos dias de férias que tive foi em Junho.... e depois trabalhei até ao dia 1 de Outubro!
Isso não quer dizer que não tenha aproveitado o Verão. Até porque fui para a praia, fui a esplanadas, saí à noite... aproveitei o Verão como já há muitos anos não o fazia!

Agora o que me faz escrever este texto.
Um fruto tipicamente outonal é, sem dúvida, a castanha! É algo que gosto... mas não sou completamente vidrada! E até gosto mais delas cozidas (com erva doce) do que propriamente assadas.

Pois vocês acreditam que ando com vontade de comer castanhas assadas há pelo menos 2 semanas!!!! Só ainda não o fiz porque não as encontrei a um preço que eu ache acessível.


Será que vai ser este fim-de-semana ou ainda não???? 

Decisões, decisões!

Há cerca de 1 ano atrás tive alta da fisioterapia porque me comprometi com o médico de que iria fazer reforço muscular num ginásio. Yeah right!

Andei a adiar... ora era porque ainda não estava instalada na minha nova casa, ora era porque as aulas do ginásio eram muito tarde, ora era porque... pronto, não me apetecia!

O tempo foi passando e a história do ginásio estava sempre por aqui a pairar mas a motivação era 0!

Durante as férias, lá me decidi! Fui novamente ao ginásio que andei a visitar quando achei que iria conseguir conciliar e depois perdi a vontade. Pedi informações relativamente aos preços, condições, etc.
Tudo certo! Só que estávamos a meio do mês e eu teria de pagar a mensalidade inteira... então disse à recepcionista que voltaria no final do mês para fazer a inscrição e iniciar a actividade no inicio do mês de Novembro.

Ontem fui lá fazer a inscrição e deparei-me com uma promoção (que terminava ontem) em que a mensalidade do cartão livre (entrada todos os dias do mês com acesso a sala de máquinas, aulas (excepto artes marciais) e piscina e acesso livre a sauna e banho turco) ficava quase ao preço do cartão 2x semana (9 entradas no ginásio e 1 acesso a sauna ou banho turco por mês).

Pronto, lá me decidi pelo acesso livre... por isso, a partir de hoje sou uma orgulhosa frequentadora de ginásio!

Agora tenho de fazer um plano de treino que respeite o meu problema físico e até o ajude a atenuar, tenho de ter muito cuidado com as aulas para não me magoar, etc.

Isto há coisas que não vale a pena tentarmos nos impor! As decisões têm de vir naturalmente... se as forçarmos facilmente perdemos a vontade.
Acho que agora isso não vai acontecer! :D

Em modo serviço público de divulgação de cultura #56


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Da minha banda sonora #54


Dos músicos brilhantes

Ser um músico brilhante não é só transformar em som o que está escrito numa pauta.

Ser um músico brilhante é ter uma capacidade de encaixe tal que lhe permite desenrascar-se em situação de aflição.
E isso meus amigos, não se aprende nas escolas de música! Não há professor nenhum que seja capaz de transmitir isso aos seus alunos... porque isso é uma característica que a pessoa ou tem ou não tem! Lamento!
Pode haver muito trabalho, muito treino... mas se houver um pequeno erro ou imprevisto e o músico se desmanchar e não conseguir manter a postura... lamento mas todo o trabalho vai por água abaixo.

Tudo isto para mostrar o vídeo viral do momento... O vídeo em que a Maria João Pires iria tocar um determinado concerto de Mozart com uma orquestra mas, quando a orquestra inicia, ela apercebesse que estão a tocar outro concerto totalmente diferente.


Ok, o vídeo não é recente, embora a notícia no Telegraph UK seja!
Também já vieram dizer que isto não aconteceu no concerto propriamente dito mas sim num ensaio! (o que faz muito sentido porque os músicos profissionais não são deuses e têm de ensaiar... MUITO!)
Mas isso não invalida o grande profissionalismo da pianista que, ainda por cima estando num ensaio, não pede para pararem de forma a ela ir buscar a pauta correcta.
Não! Ela até pode entrar em pânico no momento em que se apercebe que o que ela preparou não bate certo com o que está a acontecer... mas tudo segue normalmente e, no momento da sua entrada, ela, brilhantemente, inicia a sua prestação sem sequer pestanejar!

Brilhante!

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Sonhos

Ainda não terminei a minha 1ª semana de regresso ao trabalho e já começo a sonhar para onde vou no próximo ano.
E no próximo ano gostava de ir passar o meu aniversário num sítio completamente diferente.... assim, do estilo, New York, Miami ou Los Angeles.

Prontos, é daquelas coisas malucas que gostava de fazer! Claro que depois vou pesquisar (só) os preços dos voos e quase que me estatelo da cadeira abaixo!

Mas sabem que mais? Sonhar (ainda) não paga imposto por isso deixem-me lá sonhar à vontade!

Dos sentimentos dos cães

Ontem li um artigo onde comunicam que foi feita uma investigação numa universidade americana que chegou à conclusão que os sentimentos dos cães são similares aos humanos.
E claro, lembrei-me da minha bicha....
Lembrei-me da última vez que estive com ela. Em que achei que ela estava diferente. Achei que ela devia achar que eu a tinha abandonado.... a questão é que eu não a podia trazer comigo. Ela não era "minha". E nesse dia um bocadinho do meu coração ficou com ela! Sem hipótese de ser recuperado.

Neste momento, ela é a única que me faz falta, a única que ainda me faz olhar para trás.
E pensar que ela poderá ter sofrido só um bocadinho por "pensar" que a abandonei... que eu não a queria mais. Dói! Dói muito mesmo!

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Existir?

Como podemos existir se não nos amarmos a nós próprios?
O amor próprio é a maior prova da nossa existência... quem não o sente desvanece no meio deste turbilhão de acontecimentos a que se chama de vida.

É preciso que tenhamos luz interior para conseguirmos que os "outros", os que nos rodeiam, nos vejam e admirem... e isso só irá acontecer no dia em que efectivamente gostarmos de nós próprios!

Ainda ontem uma pessoa, que não me vê desde a minha adolescência, me disse que eu tinha "luzinhas".
E aí eu percebi o potencial que existia em mim durante a adolescência mas que eu descurei durante praticamente a minha vida inteira. Não o alimentei e ele "apagou-se".

Até que levei patadas da vida e verifiquei que cheguei a um ponto tal de letargia que quem me via do lado de fora devia achar que eu estava "morta".
E estava... nessa altura da minha vida estava.
Mas as patadas foram de tal forma intensas que eu acordei... olhei em volta e decidi que quero que o mundo saiba que eu existo!
Arregacei as mangas e comecei a mexer-me... e a acender cada uma dessas luzinhas que eu tenho dentro de mim e que tinha apagado.

Neste momento não sei se todas se encontram acesas... mas pelo menos uma grande parte está. E eu gosto do que vejo reflectido no espelho. E gosto de ser admirada. Gosto de existir para os outros!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Ele há coisas do catano!

No domingo tinha um pedido de amizade de uma F.A. no Facebook.

Ora, eu sou daquelas pessoas que só aceita amizade de quem conhece e mesmo assim há pessoas que conheço e que acho que não faz sentido terem acesso ao meu perfil pessoal.

Quando vi aquele perfil o 1º pensamento foi "não conheço nenhuma F.".
O 2º pensamento foi "ui! ainda por cima só temos em comum o R. (colega de escola com quem não mantenho nenhum contacto). esta gente põe-se a mandar convites a torto e a direito a pessoas que não conhece de lado nenhum."

Ainda assim, não apaguei de imediato o convite (nunca faço isso).

Claro que, curiosa, abri o perfil mas consegui obter poucas informações sobre a pessoa em questão. Mas tinha umas fotos dela que me deixaram com a pulga atrás da orelha.
Exercício mental de tentar perceber quem era aquela pessoa...... e de repente fez-se luz!!! É a TEACHER!!!

E quem é a teacher perguntam vocês.

A teacher foi uma professora (estagiária) de inglês que eu tive no 8º ano (nem digo há quantos anos foi isto para não assustar ninguém). Foi muito mais que uma professora. Foi uma amiga!
Lembro-me que a 1ª vez que fui a um restaurante chinês foi com ela (nunca mais comi lichias, descobri nesse dia que odeio).
Depois de ela ter deixado de ser nossa professora, trocamos números de telefone e moradas (pois, eu sou do tempo em que não havia telemóveis, 'tá?) e lembro-me que ainda nos telefonamos e trocamos correspondência durante algum tempo.

Mas o contacto perdeu-se e ela ficou em modo de recordação.

Até agora! Agora ela descobriu-me no Facebook. :)
Fiquei admirada por se lembrar de mim... como lhe disse, nós lembrarmo-nos dos professores é fácil.... os professores lembrarem-se de nós não! Passa-lhes muita gente pela frente! Mas ela lembra-se... de mim e de vários colegas da minha turma.

Já tivemos a fazer um resumo das nossas vidas uma à outra e, sinceramente, agora espero conseguir encontrar-me com ela.... e manter o contacto!

As pessoas especiais que, depois de vários anos sem qualquer contacto, nos conseguem encher os olhos de lágrimas (de felicidade como é óbvio) merecem um lugar muito especial no nosso coração!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Quieta!

Tenho mesmo de aprender a estar quieta....

Esta de coisa ir às lojas e "ai que giro!", "só mais esta que não tenho nenhuma assim e até é barata", etc. tem de acabar!
Ah! Isso e as lojas de roupa online! Vá de retro que eu tenho o armário cheio e todos os meses parece que recebo menos....

Tudo isto porque estive a ver um site de roupa, seleccionei umas peças... e no fim fechei o site sem sequer olhar para trás (mas com muita pena). Não pode ser! Não tenho tempo (€€€) nem espaço para isso!

Em modo serviço público de divulgação de cultura #55


Em modo serviço público de divulgação de cultura #54


Look que me assenta na perfeição #9


domingo, 20 de outubro de 2013

Prazos de validade!

Mais uma vez de conversas que mantenho com os outros...

Numa conversa com um amigo falo de prazos de validade... de quando os atingimos, de quando os outros os atingem.

E agora surgiu-me algo na cabeça!
De uma forma muito generalizada! Sim, porque há mesmo muuuuuuuuuiiiiiiiiitas excepções que eu conheço.

Os homens encontram-se em muito bom estado nos 20's e atingem o prazo de validade nos 30's.
As mulheres são como o vinho do Porto e ficam cada vez melhor com o avançar da idade... Atingirão o prazo de validade aos 50's??? Algumas até bem mais tarde!

Isto tudo porquê? Porque hoje em dia sinto-me muito melhor do que há 5 anos atrás, por exemplo!
Oh raios, sinto-me muito melhor do que há 1 ano atrás!!!
Olho-me no espelho e sinto-me mesmo como o vinho do Porto!
Posso ter mais rugas, posso ter mais celulite... mas sinceramente nada disso interessa porque hoje sou mesmo mais bonita do que há 5 anos atrás! Sim, que eu comparo fotos de há 5 anos com as de agora e valha-nos Deus!

Impressionante! :D

Das conversas que tenho com os outros... #2

Hoje tive um casal amigo a almoçar cá em casa...

Pouco depois de eles chegarem disse-lhes "Meninos, tenho uma coisa para vos mostrar mas não sei como irão reagir!".

Resposta pronta do marido da minha amiga "ESTÁS GRÁVIDA!"

Eu e a J.:


Pronto! Ele depois justificou-se.... eu mostraria essa novidade apresentando uma ecografia!
Fartamos de nos rir!

Nota: não, a novidade não é gravidez... bem longe disso! Ahahahah

sábado, 19 de outubro de 2013

Da minha banda sonora #50

Acho que nunca tinha ouvido a introdução com o solo do piano... muito bom!

Well I woke up to the sound of silence
The cars were cutting like knives in a fist fight
And I found you with a bottle of wine
Your head in the curtains
And heart like the fourth of July

You swore and said
We are not
We are not shining stars
This I know
I never said we are

Though I've never been through hell like that
I've closed enough windows
To know you can never look back

If you're lost and alone
Or you're sinking like a stone
Carry on
May your past be the sound
Of your feet upon the ground
Carry on

Carry on, carry on

So I met up with some friends
At the edge of the night
At a bar off 75
And we talked and talked
About how our parents will die
All our neighbours and wives

But I like to think
I can cheat it all
To make up for the times I've been cheated on
And it's nice to know
When I was left for dead
I was found and now I don't roam these streets
I am not the ghost you want of me

If you're lost and alone
Or you're sinking like a stone
Carry on
May your past be the sound
Of your feet upon the ground
Carry on

Woah
My head is on fire
But my legs are fine
Cause after all they are mine
Lay your clothes down on the floor
Close the door
Hold the phone
Show me how
No one's ever gonna stop us now

Cause we are
We are shining stars
We are invincible
We are who we are
On our darkest day
When we're miles away
So we'll come
We will find our way home

If you're lost and alone
Or you're sinking like a stone
Carry on
May your past be the sound
Of your feet upon the ground
Carry on

Carry on, carry on

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Vinha aqui dizer que felicidade é quando encontramos, por mero acaso, umas calças baratas, que nos ficam bem e de tamanho 36....

Mas depois telefonaram-me e transmitiram-me uma noticia menos boa... e já acho que não tenho o direito de estar feliz por uma coisa tão fútil! :(

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Das conversas que tenho com os outros...

No outro dia uma amiga dizia-me que as pessoas em Lisboa são todas mais "bonitas"... sendo que rapidamente corrigiu e afirmou que afinal não é que sejam "bonitas" é mesmo que "arranjam-se melhor".

Comparei com Paris (mas eu agora lá falo de outra coisa???) e até lhe contei que, no dia em que cheguei, no comboio, sentou-se ao meu lado um negro (mesmo muito negro) que cheirava, imagine-se, a sabonete!
Não, não estou a ser racista... mas sabemos bem que os negros têm um cheiro muito característico e muito difícil de combater!

2 dias depois, andava eu de carro pelas ruas de Gaia... Deixo passar 2 senhoras na passadeira e rapidamente faço o check-up a uma delas (da outra nem me lembro).
Ora a senhora levava consigo um carrinho de compras (por isso dirigia-se ao supermercado/ mercearia/ mercado/ whatever) e calçava uns chinelos de quarto! Sim, estou mesmo a falar daqueles chinelos de pano com o rebordo de pelinho e sola de material maleável... e, diga-se de passagem, muito escorregadio num piso molhado como era o caso.

Não pude deixar de sorrir quando vi aquela figura (muito típica por estes lados)... e de me lembrar da conversa que tive com a minha amiga.
Pois, as pessoas em Lisboa arranjam-se melhor... pelo menos a proporção de senhoras em chinelo de quarto que se vê a deambular pelas ruas é menor!

Coisas que não me entram na cabeça


Como é que, à excepção de quem tem restrições físicas/ psicológicas/ religiosas/ profissionais, não somos todos dadores de sangue nem estamos todos inscritos na base de dadores de medula óssea?


Hoje passei por um cartaz onde se via um grupo de raparigas e onde se lia qualquer coisa como "Ela é lésbica e eu não me importo! A homofobia não é aceitável!".
Fico triste por perceber que, no nosso país e nos dias de hoje, ainda se tenham de fazer campanhas deste género. A sério que não consigo perceber como é que a homofobia é algo que ainda pode existir... mas o certo é que existe! E isso faz com que tantas pessoas vivam vidas de total fachada apenas para não sentirem os dedos alheios a lhes serem apontados. :(

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Em modo serviço público de divulgação de cultura #53


Em modo serviço público de divulgação de cultura #52

O VOSSO PIOR PESADELO

 Estreia dia 26 de Outubro | CASA DAS ARTES – Porto (ao Campo Alegre) Em cena até dia 3 de Novembro - De Segunda a Sábado às 21h30 e Domingos às 16h00

 Sobre | Espectáculo

Dentro de uma jaula está um homem ajoelhado e com as mãos presas atrás das costas, cabeça baixa. Num canto da jaula, há um balde destinado às necessidades fisiológicas do prisioneiro.
A acção decorre numa prisão de alta segurança e acompanha o dia-a-dia de violência a que é sujeito um prisioneiro especial acusado de terrorismo, um comediante que não chora nem se lamenta das brutais agressões de que é vitima, corporizadas pelo soldado e oficial que ficam atónitos com a sua atitude. O espectáculo é representado como uma comédia negra, aproximando-o de uma farsa trágica (!), oscilando entre a gargalhada franca e o sorriso amarelo, o riso libertador e a reflexão, parodiando obscenamente agressões físicas e mentais perpetradas sobre o prisioneiro, procurando chegar ao público de forma a que este participe, física e mentalmente, num exercício “quase” sadomasoquista...
A peça pretende questionar a impunidade que atravessa a nossa sociedade e as muitas formas de violência que se abatem sobre os cidadãos que vivem em democracias mais ou menos duras ou em ditaduras mais ou menos democráticas...
Uma encenação “Guantánamo-teatral” onde qualquer parecença com a realidade é pura coincidência…

Texto Original
 Manuel Jorge Marmelo

 Direcção e Encenação
 José Leitão

Interpretação
Flávio Hamilton, Miguel Rosas e Pedro Carvalho

Espaço Cénico e Cenografia
José Leitão e Actores em Cena

 Direcção Plástica e Figurinos
Fátima Maio

Música Original
Bilan

Desenho de Luz
Leuman Ordep

Execução Cenográfica e Adereços
 José Lopes

Estruturas Metálicas
Américo Castanheira

Operação Técnica
Sandra Sousa

Fotografia de Cena
Nuno Ribeiro

Edição de Vídeo
Leonel Ranção

Designer Gráfico
Mónica Lemos

Web Designer
Inácio Barroso

Produção
Sofia Leal e Daniela Pêgo

Assistentes de Produção
Ana Cortez e Fábio Paiva

Sobre | Autor

Manuel Jorge Marmelo (1971) é um escritor e jornalista português de quem o Teatro Art’Imagem já levou à cena em 1999 uma versão cénica do seu romance “Português, Guapo y Matador”.
Estreou-se como jornalista em 1989 no jornal diário Público, onde esteve desde a fundação do periódico, tendo saído muito recentemente. Recebeu em 1994 o prémio de jornalismo da Lufthansa e em 1996 a menção honrosa dos prémios Gazeta do Clube de Jornalismo/Press Club.

Em 1966 inicia a sua carreira de escritor com o “Homem que Julgou Morrer/O Casal Virtual”. No ano seguinte, lança o romance “Português, Guapo y Matador”.
Entretanto, ganha o prestigiado Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco em 2004 com a obra “O Silêncio de um Homem Só”.

As suas mais recentes obras publicadas são, em 2011 "Uma Mentira Mil Vezes Repetida", 2012“Somos todos um bocado Ciganos”. Já em 2013 publica "Crónicas do Autocarro" e "Zero à Esquerda". A peça “O Vosso pior Pesadelo” ainda não publicada, foi propositadamente escrita, para levar à cena pelo Teatro Art’Imagem e é a sua terceira incursão teatral, depois de "O Casal Virtual" e a já referida versão cénica de "Português, Guapo y Matador".
Desde Julho de 2001, o seu nome consta do “Dicionário de Personalidades Portuenses do Século XX”, da Porto Editora, sendo o mais jovem dos nomes biografados.

BILHETEIRA | Casa das Artes em dias de espectáculo 20h00 – 21h30 Dom 14h30 – 16h00 | 5,00€ Geral | 3,00€ (c/desconto para M/65, estudantes, desempregados e profissionais das artes cénicas)

Casa das Artes
Rua Ruben A, 210 | 4150-639 Porto | (ao Campo Alegre)
GPS | N 41º09’23’’ W 08º38’37’’

Em modo serviço público de divulgação de cultura #51


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Em modo serviço público de divulgação de cultura #50


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Em modo serviço público de divulgação de cultura #49


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domingo, 13 de outubro de 2013

- Então, e qual é a moral da história? - perguntara-me ela.
- Que é preciso estar atento - respondi. - Não ter ideias preconcebidas, ter em atenção o que se passa à nossa volta, manter os ouvidos, tal como o coração e o espírito bem abertos.

Sputnik, meu amor
Haruki Murakami

Paz!

Durante a minha viagem tive vários momentos de paz e de percepção interior!

Não vou aqui descrever tudo o que me aconteceu e senti... isso deixo no meu caderninho das viagens ao qual só eu tenho acesso!

Mas não posso deixar de partilhar um momento em particular!

No dia em que entrei na catedral de Notre-Dame, entendi fazê-lo ao final da tarde.
Foi um momento muito bem escolhido já que, sem contar, fui privilegiada com um serviço prestado pelo coro das crianças juntamente com o fiéis. (Meu Deus! Que acústica magnifica tem aquele local esplendoroso!) Seguida de uma missa.
Durante a missa, chegou a altura do dia em que as portas ao público são encerradas.
Ou seja, os turistas foram escoando... até que chegou a altura em que quem estava dentro da igreja apenas estava a assistir à missa. Isso fez com que, de repente, se fizesse silêncio!

A sensação de paz que me acometeu no momento em que percebi isso foi qualquer coisa de indescritível!

O mundo é assim? Eu não quero viver num mundo assim!

Acabada de aterrar de uma viagem extraordinária, vou tomar um banho rápido, aquecer o estômago com comida caseira e saio para ir "dar duas de letra".

Quando me vejo fora de casa, ao virar a esquina para uma rua mais movimentada (e ainda agarrada ao telemóvel), vejo alguém caído no chão perto do semáforo a 2 ou 3 metros de mim.
Ao aproximar-me percebo que se trata de um senhor de alguma idade, de raça negra, visivelmente debilitado. Do outro lado da rua vejo duas pessoas que se encontram a gesticular e, momentaneamente, parece-me que será no sentido de ajudar a pessoa que ainda se encontra no chão.
Aproximo-me e pergunto-lhe "o senhor está bem? precisa de ajuda?". Responde-me que sim, que está bem. E aponta para um saco de plástico que, só nesse momento reparo, encontra-se aos meus pés. Pego nele e aproximo-me do senhor.
Também nesse momento percebo que as pessoas que se encontravam no outro lado da rua apenas estavam na sua vida e não quiseram nem saber se a pessoa que caiu ao chão (na sua frente) se magoou.

Insisto com o senhor "quer que chame alguém?".
Entretanto aproxima-se um rapaz.
De forma expedita, ajuda o senhor a levantar-se (fiquei admirada por o ter permitido). Ambos insistimos com o senhor se queria que chamássemos alguém. Acabou por nos responder que morava uns metros mais à frente (na direção para onde eu seguia).

Dei-lhe  para a mão o saco de plástico (que percebi transportar um tacho de metal provavelmente com o jantar que foi buscar ao restaurante da redondeza).

O senhor seguiu a sua vida e eu e o rapaz ficamos a olhar para ele a atravessar a rua.
O rapaz só me disse "estou com receio que venha a ser atropelado". Eu respondi "eu vou atrás dele para me certificar que não lhe acontece nada, também ia nessa direção".
Despedimo-nos sem sequer sabermos o nome um do outro. Aliás, acho que nem o rosto lhe irei alguma vez reconhecer.

Nestes minutos não contabilizei as pessoas ou carros que passaram por nós mas mais ninguém teve a vontade de ajudar uma pessoa visivelmente debilitada que se encontrava no meio da rua!
É esta a sociedade em que vivemos.... eu sei disso! Mas não consigo deixar de ficar triste ao ver estas coisas à minha frente!

Como é possível não dar a mão a quem está estendido na rua? E no dia em que formos nós? Não podemos esperar que alguém nos ajude num momento de necessidade?

Não! Eu não quero viver num mundo assim!!!