quinta-feira, 13 de julho de 2017

Feliz ou infeliz?

Presumo que saibam que gosto de viajar e que não tenho qualquer pudor em viajar sozinha.
Mas atenção que já tive!
Aliás, eu era aquela pessoa que não ia ao café (ou a qualquer local social) sozinha porque achava que toda a gente ficava a olhar para mim e tinha vergonha.

E não estou a falar enquanto adolescente... estou a falar já tendo passado a barreira dos 30!

Entretanto a vida deu muitas voltas e eu vi-me numa situação que "ou vivia ou morria" (metaforicamente falando, como é óbvio). Aí eu escolhi viver!

Foi um processo complicado. Começou por sair de casa sozinha (forçar-me a ir sem pensar no que os outros poderão pensar) e culminou com um impulso a comprar uma viagem de avião para Barcelona.
Em menos de nada estava num avião, sozinha. Aliás, em menos de nada estava no meio de desconhecidos... nas Ramblas!

Estão vocês a pensar "mas porque te lembraste disso agora?".
Porque vi um comentário num grupo de facebook de uma pessoa a "queixar-se" que não ia de férias porque era sozinha. Lá tentei explicar que isso não é impedimento. Que até já fui 18 dias sozinha para a Itália e foi uma óptima experiência. Que nesses 18 dias fartei-me de conhecer gente e nada de mal me aconteceu (nem tenho nenhum périplo de ter estado em alguma situação perigosa).
A resposta foi "mas eu não sou capaz".
Ou seja, essa pessoa não é feliz com essa situação.... até dá a entender que é infeliz mas não faz nada para o mudar porque meteu na cabeça que não é capaz de fazer diferente.
E isto é algo que me faz alguma urticária.

Atenção! Eu não advogo que todas as pessoas devem viajar sozinhas... O que advogo é que não devemos ficar em casa a olhar para 4 paredes se isso não nos faz feliz. Porque se fizer é mesmo isso que devem fazer!

Resumindo e baralhando! Eu sou a favor da felicidade em detrimento da infelicidade (ponto).

segunda-feira, 26 de junho de 2017

10km em Guimarães

Nos últimos tempos comecei a arrepender-me de ter feito a inscrição nesta prova. Primeiro por os 10km de Aveiro à 2 semanas atrás terem corrido mal. Depois disso, os treinos foram sendo uma desgraça. Ou me doía os joelhos ou me doía as pernas. Cheguei mesmo a desesperar porque sentia que o corpo queria mais mas as pernas não conseguiam!!!

A semana passada regressei ao ginásio pois comecei a achar que o que podia estar a agravar a situação era a falta de diversidade nos exercicios.
Claro que este regresso em cima da hora já não iria ajudar na corrida de ontem... mas paciência!

Na sexta fui fazer um treino na rua. Não liguei ao tempo, o que eu queria era ver o que conseguia aguentar. 
Consegui correr 8km (com algumas desacelerações pelo meio) num tempo vergonhoso mas sem sentir que as pernas e os joelhos me falhavam. Andei mais 2 km.

Não fiquei confiante relativamente a tempo mas fiquei contente por ter conseguido correr sem desesperar!

Durante o dia de sábado decidi que nesta prova não iria levar phones. Já percebi que a falta de música não me faz grande diferença e os km iriam estar marcados por isso não necessitava do auxiliar na contagem dos km. Além disso não queria ir com a pressão do tempo. Apenas queria completar os 10km.

A partida da prova foi horrível! Numa zona de terra em que literalmente comi pó seguida de um afunilamento em que tive mesmo de parar para conseguir passar.
Depois disso, muito paralelo! Sempre que pude fugi dele indo pelo passeio mas nem sempre foi possivel.
Até aos 5km apenas caminhei em 2 ou 3 curvas.
Aos 5km tive de abrandar e caminhar. Era zona de abastecimento e eu queria beber água (para mim beber água a correr é impossivel) e o chão estava muito molhado. Como devem imaginar, chão de paralelo molhado é uma combinação para um valente tombo!
Terei andado uns 200m e reiniciei a corrida. O facto de me terem perguntado as horas não me alterou nada. Propositadamente não fiz contas... não queria saber!
Confesso que nos segundos 5km, parei algumas vezes para caminhar mas coisas esporádicas e rapidamente voltava ao ritmo de corrida.
No abastecimento dos 8km, peguei numa garrafa mas como não quis parar acabei por a deitar fora.

A partir dos 7km fui a par de outra senhora (que ia olhando para trás porque +/- na altura em que fomos a par deixou o filho para trás). Só me lembrava do que me tinha acontecido em Aveiro por isso tentei nunca me chegar muito perto nem que ela se chegasse muito.
Já tínhamos passado o marco dos 9km e ela começa a caminhar. Aí eu tive de intervir! Disse-lhe "vá lá! já falta pouco!". Ela respondeu que não queria abrandar e veio comigo! :D 

Quase a chegar à meta olho para o cronometro e vejo que marcava 1h04 e poucos segundos. O meu rosto deve ter-se iluminado!!! Naquele momento fui buscar forças nem sei bem onde e passei vendo 1:04:30.
Dei um salto, gritei "YES!" e segui.... apanhei tudo a que tinha direito e saí dali para processar que desta vez tinha mesmo conseguido fazer os 10km em menos de 1h05!

Estava feliz!

Tempo oficial: 1:04:39
Tempo chip: 1:03:30

YES!!!!!

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Ai a cabeça!

Eu sei que ainda não escrevi sobre a corrida de 10 km que fiz no dia 11... daqui a pouco faço outra e esta ainda está a ser processada.

Em primeiro lugar devo dizer o objectivo que levava era completar a corrida em menos de 1h10 (este tinha sido o meu último tempo numa prova de 10 km), se fosse com um tempo próximo de 1h05 era ouro sobre azul.

O objectivo acabou por ser cumprido visto que acabei a corrida com o tempo de 1:08:09.

Devia ter ficado contente? Devia.... mas não fiquei e já vão perceber porquê.

Como habitual, comecei a corrida e iniciei a actividade no endomondo. Reparei numa mensagem estranha mas não liguei pois na partida é sempre confuso estar atento a mensagens que não são habituais.

Enquanto ia correndo percebi que algo estava errado já que os quilómetros não estavam a ser contabilizados. Além disso a organização não tinha os km assinalados... ou seja, fiquei perdida em termos de distância e isso é algo que me deixa mesmo desorientada (por causa disso é que não gosto de utilizar o strava enquanto estou a fazer a corrida).

Logo no inicio da corrida, uma mulher que eu não conhecia "colou-se" a mim... nitidamente ela tinha o mesmo ritmo que eu e queria companhia. Não me incomodou por isso deixei a coisa correr.

A certa altura (agora sei que foi por volta dos 3.5km) a tal mulher virou-se para mim e perguntou "mas não há abastecimento?". Eu respondi que sim e que devia ser +/- aos 5km. Como eu estava perdida não sabia se era perto ou longe.

Qual foi o problema disto? A partir desse momento só consegui pensar que tinha sede, que ela tinha razão e o abastecimento nunca mais aparecia, etc. Isto significa que aqui quebrei completamente! Queria correr e não conseguia por causa dos meus pensamentos.
Cheguei ao abastecimento e peguei em 2 garrafas de água. Uma bebi logo, a outra foi dividida entre beber e molhar-me.
Não ajudou... não consegui recuperar o ritmo que estava a correr bem no inicio.
Acabar a prova foi uma tortura imensa! Acabei completamente irritada comigo própria e não consegui sequer ficar contente por ter conseguido o objectivo a que me tinha proposto.

Fiquei irritada com isto vários dias! Na verdade acho que ainda continuo irritada... Mas ao mesmo tempo quero retirar aprendizagem.
Neste caso acho que a aprendizagem é que não posso deixar que ninguém se cole a mim da forma como deixei que ela o fizesse. É que essa proximidade deu azo a um momento de quebra num momento completamente desnecessário. Eu já tinha pensado que estava com sede e precisava de água... mas tinha seguido sem pensar 2 vezes no assunto. Aquela interrupção externa deu-me completamente cabo da prova.

Ah! A mensagem estranha do endomondo foi mesmo o GPS que não ativou... O percurso não ficou gravado. Já consegui corrigir.

Agora ando a "lutar" com a corrida de domingo. ;)

sábado, 17 de junho de 2017

Ora vamos lá a ver se nos entendemos.....

Eu sei que a decisão que tomei vai ser complicada a nível físico. Mas tinha de ser tomada uma decisão e esta é a que me faz mais feliz (pelo menos para já).
Se os outros são egoístas ao ponto de acharem que não tomariam a mesma decisão, lamento mas eu não tenho culpa.
Até me posso arrepender... mas eu prefiro arrepender-me de ter vivido do que arrepender-me de ter ficado a olhar para 4 paredes vazias.

É uma coisa que me assiste... VIVER!

terça-feira, 13 de junho de 2017

2: Never Done This Before

If you could do something that you never have done before, what would it be?  Why would you want to do it?

Tenho o diabinho num ombro e o anjinho do outro. Sim, podem imaginar como vemos nos desenhos animados porque é assim que os estou a imaginar.
O primeiro segreda-me ao ouvido "porque te meteste nisto? não sabias já das tuas limitações? volta mas é para o teu lugar e deixa-te de coisas!". O segundo reitera "força aí! ultrapassa os teus próprios limites! o que tens a perder?".

A verdade é que vou avançando muito a medo.
Mas porque achei que seria uma boa ideia fazer um salto de paraquedas quando tenho vertigens horríveis???
Eu sei porquê... Porque, apesar das vertigens serem um medo quase incapacitante, sempre achei que a liberdade sentida em pleno "voo" deve ser indescritível.

E por isso avanço pé ante pé. O instrutor vai dando as informações necessárias para que o salto seja feito em segurança mas o meu cérebro entrou em modo automático.

Entro no avião com o cérebro em branco.
Ouço os motores a trabalhar, as hélices a iniciar rotação... o avião começa o seu percurso na pista e, quase sem me dar conta, já estamos nas alturas. Mentalmente começo a contar até 100. Preciso de ocupar o cérebro e esta é a forma mais simples de o fazer. Estou prestes a desatar aos gritos mas da minha boca apenas saem quase em surdina "47, 48, 49,...".

Chega o meu momento. Agarro a cadeira como se não houvesse amanhã mas tenho vergonha que o instrutor perceba que estou quase paralisada.
Por isso, levanto-me e digo que sim com a cabeça enquanto ele se vai ligando a mim por meio de toda uma parafernália de acessórios.
A porta do avião abre-se e vejo o céu azul à minha frente. O instrutor diz qualquer coisa que não consigo perceber devido ao barulho dos motores e..... AAAAAAHHHHHHHHH

Acordo com o meu grito e percebo que tudo não passou de um sonho, ou melhor, de um pesadelo!

quarta-feira, 7 de junho de 2017

1: The Crowd Cheers

You walk outside and there's a crowd of people standing there, cheering your name. As you stare at them, they cheer louder and more people join in. What are they cheering for?

Hoje é um dia como tantos outros. Acordo preguiçosamente com os raios de sol a despontar pelo meio das cortinas. Abro os olhos lentamente, sem qualquer pressa de acordar e regressar à realidade que me espera fora destas quatro paredes.
Espreguiço-me ainda mais lentamente.

Ao olhar em volta tomo consciência que talvez hoje não seja um dia igual a qualquer outro na minha vida ainda que as quatro paredes que me rodeiam sejam as mesmas que sempre me rodearam. 
No final do dia as paredes vão continuar a ser as mesmas mas eu serei diferente.

Viro-me e penso que não são mais cinco minutos em que estou enterrada no meio de almofadas que irão fazer diferença.

Sim, eu sei que pertenço à minoria das pessoas com sorte no mundo (ou será azar?). Tenho uma vida desafogada e sem grandes preocupações. Isso não faz de mim menos mortal que os outros. Isso não faz que tenha menos sentimentos que aqueles que me rodeiam.

Batem na porta do meu quarto em número par. Ou melhor, ela bate na porta do meu quarto em número par. Faz sempre isso e, só por isso, já sei que é ela que o faz.
Fecho os olhos novamente. Faço-me de morta porque não me apetece enfrentar o "hoje". Além disso, conhecendo-a como conheço... sei que está a tentar que eu me mexa, pelo menos, 30 minutos antes do que é necessário. Não quero!
Nem tentou abrir a porta. Ela já sabe que neste tipo de situações eu fecho a porta à chave para não lhe dar hipótese de me incomodar antes do momento que entendo como razoável.

Volto ao torpor em que me encontrava... Não há silêncio, há sim um murmúrio que o meu cérebro não quer interpretar.
Os raios de sol mexem-se e batem-me na cara. Ou terei sido eu a mexer-me?
Não vale a pena adiar mais. Sento-me na cama e percebo que o murmúrio que vem lá de fora é como alguém que me chama.

Levanto-me e visto o meu robe. Olho-me no espelho e tento minimizar os efeitos do sono na minha cara.
Abro as portadas da minha varanda e sou invadida pela onda sonora que a multidão provoca a chamar o meu nome.
Ao perceberem que vou surgir na varanda do meu quarto há um aumento no volume das saudações.

- Longa vida à Rainha Catarina! - dizem eles em plenos pulmões

E eu só quero gritar "O meu pai morreu! Deixem-me em paz!"

terça-feira, 6 de junho de 2017

O desafio da Sarah K Peck

Antes de mais, obrigada Agridoce pela sugestão.

Inscrevi-me no desafio de escrita recomendado. Não prometo escrever todos os dias (e muito menos publicar o que escrevo todos os dias) mas quero que as ideias que me vão propor sirvam de mote para escrever com mais frequência. :)

Mas isto agora vai ser um blog de corridas?

Não! Tenho pensado muito como a escrita me estava a fazer bem e como tenho de me orientar novamente para voltar a escrever. Por vezes invejo a Lénia por se ter aventurado em escrever 100 micro-contos em 100 dias... Gostava de ter essa capacidade de escrita.
Basicamente, tenho de ver se arranjo um desafio de escrita para exercitar o cérebro.

Enquanto não encontro um desafio à minha medida... (se souberem de algum, por favor, digam-me!) Vou escrevendo sobre as corridas.

Ontem fui correr pela 1ª vez desde a mini do douro vinhateiro. Fiz 6.6km em 44min. Como experimentei pela 1ª vez uma aplicação, perdi o exercício por não saber mexer nela. Para a próxima a ver se não acontece!

Até ao fim do mês vou fazer 2 provas de 10 km.
Porque me meto nestas coisas????

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Objectivo superado!

O título do post diz tudo... Consegui concluir os 6km em menos de 40min (mais concretamente em 38min e 28 segundos).

Confesso que não fiquei fã da prova em si... É demasiada gente e a organização acaba por ser confusa e "desorganizada".
O meu grande stress (a logística do transporte ao ponto de partida) acabou por não ser demasiado confuso mas ainda assim deixou a desejar.

Mas vamos voltar atrás e começar pelo inicio.

Este era um fim-de-semana que se avizinhava atarefado e cansativo.
Começando pela sexta-feira, dia em que acabei por fazer a mudança dos móveis da casa A para a casa B. Claro que chegando o final do dia tive trabalho de sobra a fazer arrumações que, diga-se de passagem, ainda estão muito longe de terem terminado.
Quando aterrei na cama ao final do dia nem queria acreditar que já estava no vale dos lençóis!

Sábado havia almoço da empresa do A.
Levantar a horas minimamente decentes, arranjar tudo (sacos com roupa e equipamento) e sair de casa antes do meio-dia para ainda ir fazer umas compras de última hora para a corrida e tentar descobrir onde raio era o almoço.
Sair do almoço a meio da tarde e fazer a viagem até ao Peso da Régua. Chegar lá muito próximo das 18h e ir levantar os dorsais. A cidade já estava em estado de sítio e arranjar lugar para estacionar o carro foi qualquer coisa de mirabolante.
Como ficamos hospedados num alojamento a cerca de 15 min da cidade, após termos levantado os dorsais fomos até lá fazer check-in e voltamos para ir jantar ao pasta party.

Domingo levantamo-nos cedo e tomamos o pequeno-almoço no alojamento. Preparamos tudo e saímos em direção ao Peso da Régua. Obviamente que o carro ficou estacionado bem longe. Impressionante a quantidade de gente que andava naquelas ruas.
Cometi um erro crasso.... antes de sair do alojamento não fui ao wc. Ainda tentei ir a um café antes de apanhar o autocarro mas foi para esquecer!

Naquelas ruas só se viam autocarros e pessoas!!!
Por acaso, calhou de "abancar" num sitio onde nem 5 min depois estava a parar um autocarro e consegui escapar para dentro do mesmo. SORTE!!

1ª crítica à organização: supostamente só podia embarcar nos autocarros quem tinha a t-shirt do evento ou dorsal. Ninguém estava a controlar tal. Duvidam que houve muita gente que não se inscreveu e usufruiu do transporte? Se o evento já tem milhares de inscritos e é caótico, imaginem acrescentando ainda mais pessoas!

Chegados ao local da partida, havia a divisão da mini e da meia. Eu fui para a mini, o A. para a meia. Na zona da mini era povo que nem é bom lembrar!! Eu tinha como objetivo ir o mais para a frente possível para tentar fugir de quem ia caminhar no momento da partida. Andei, andei, andei... eis se não quando percebo que quem ia fazer a meia estava a passar por um carreiro (fila indiana) para chegar à zona de partida. Acreditem que na hora da partida ainda havia pessoal da meia bem longe da zona de partida.

2ª crítica à organização: o acesso à zona de partida da meia-maratona era muito limitado.

Bom, como eu estava sozinha... Fui furando conforme me foram deixando. A certa altura houve um avanço em massa. Depois desse avanço mais uma paragem (e pessoal da meia ainda a caminhar para a partida), eu a avançar como podia... Após uns quantos "soluços", abertura para a partida.

Aí preparei o endomondo e iniciei a minha corrida.
Muita gente a caminhar mas também muita gente a correr. No primeiro km, distribuí muito encontrão (tendo o cuidado de me desviar de crianças ou de adultos acompanhados de crianças). Depois disso foi pacifico!

Ainda não tínhamos completado 2km e havia um abastecimento de água.
Não que eu ache que numa caminhada ou numa corrida de 6km seja necessário mais que 1 abastecimento, simplesmente achei que foi demasiado cedo e, consequentemente, fiquei à espera do 2º antes da meta. Não houve mais nenhum.

3ª crítica à organização: o abastecimento de água na mini-maratona foi demasiado cedo!

Como na zona de partida não havia rede de telemóvel, acabei por não ter música o tempo todo. Só ia ouvindo a voz da sra do endomondo a marcar a passagem dos kilómetros.
Quando atingi os 3 km, ela anunciou a 18 min e qualquer coisa e eu fiz uma das minhas danças da felicidade. Estava com um ritmo de 6 min e pouco por km o que me dava esperança de conseguir terminar antes dos 40min.

O único momento em que caminhei, foi uma altura em que quis beber a água que trazia comigo desde o abastecimento (penso que fiz isto +/- no 3º km mas já não tenho certeza) e dei uns 3 ou 4 passos a caminhar em vez de correr.

Consegui ir mantendo o ritmo (o A. critica muito a minha corrida porque é raro eu conseguir manter ritmo) e terminei os 6km com 38min e 28 seg.
Digo "terminei os 6km" porque na meta marquei 5.5km e eu andei às voltas depois da meta porque meti na cabeça que queria fazer 6 km!!!
Sim, eu sou mesmo tola!!!

Mas pronto, fiquei feliz porque consegui superar o objectivo a que me tinha proposto.

Ah! Lembram-se que queria ir ao wc? Pois.... foi só mesmo depois de ter terminado a corrida.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Objectivo: 6km em 40 min

Estado: confiante

Os treinos de corrida têm sido descurados. Com feriados, fins de semana fora e mudanças em curso (acompanhadas de pequenos arranjos que acabam sempre por resvalar para arranjos de maiores dimensões), estive cerca de 3 semanas sem correr 1 único km.

A semana passada dispus-me a ir fazer uma corridita para ver o "estado da nação". Fiquei assustada!!! Senti-me desconfortável, com as pernas pesadas e sem fôlego.

Depois dessa corrida, fiz uma 2ª em que me senti "normal".

Na passada terça-feira fiz um treino de 5km em 33 min. Fui variando o ritmo da corrida, por vezes mais lento por vezes mais rápido. Os últimos 500m foram em sprint até não aguentar mais.
Senti-me bem durante toda a corrida.
Se fizermos a média, com o ritmo que tive nesta última corrida, conseguirei fazer os tais 6km em 40 min.

Claro que o facto de os 6km serem em prova tem vantagens e desvantagens relativamente aos treinos que tenho feito.
A maior vantagem que vejo é o facto de ser uma corrida "colectiva". Já percebi que isso me motiva e acabo sempre por fazer melhores tempos.
A maior desvantagem será, eventualmente, a metereologia. Ainda não vi a previsão do tempo daquele dia mas se for de calor (ou de chuva torrencial) bem que vou penar o caminho todo.

Logo se verá como corre!


quarta-feira, 10 de maio de 2017

Hoje lembrei-me....

Não sei se faz hoje anos que este facto aconteceu... não me lembro o dia exacto em que foi.

Lembro-me sim que foi nas aulas do Rodrigo. No inicio das aulas tinhamos que partilhar algo bom que nos tinha acontecido desde a última vez que tínhamos estado juntos.

Houve um dia em que partilhei que, na aula anterior, me tinha apaixonado pela Carlota, uma das colegas que estavam presentes. E depois expliquei o porquê....
A Carlota é uma rapariga doce, culta, bem formada, etc etc
Na aula anterior (não me lembro se no contexto desta partilha habitual ou se noutro exercício que fizemos) ela partilhou uma música que dedicou à sua mãe e falou sobre ela. O discurso foi tão bonito, a música tão tocante.... que a certa altura eu olhei para ela (lavada em lágrimas) e senti paixão! Pode parecer estranho, mas isso foi mesmo o que senti.

Hoje lembrei-me deste episódio (e já escorreu uma lagrimazita) e lembrei-me da Márcia... rapariga que também conheci nas mesmas aulas.

Não desfazendo do resto do grupo que conheci nessa altura... mas estas duas raparigas ainda hoje me tocam o coração. Mesmo que eu não tenha contacto nenhum com elas há quase 2 anos. São dois seres humanos absolutamente lindos e a quem desejo toda a felicidade do mundo! Por isso, beijos virtuais para as minhas meninas.... onde quer que vocês estejam!

terça-feira, 18 de abril de 2017

Será?

Hoje vou-vos dizer algo que anda aqui já há uns meses mas primeiro pediram-me segredo (e eu sou das que verdadeiramente guarda segredo) e segundo não quis estar a expor os outros num espaço meu....

A verdade é que daqui a uns meses serei elevada ao estatuto de tia-avó!!! :D

Não entrando em pormenores, para quem não me conhece, na minha familia as gerações são muito próximas e por isso é que com a bela idade de 36 (se tudo correr bem) anos terei o privilégio de receber um sobrinho-neto.

Bom, anúncio feito lá em casa... houve logo palpites sobre se era rapaz ou rapariga.

Sendo que à minha volta não nascem raparigas... ou melhor, a primeira criança a nascer (de amigos e portanto sobrinhos do coração) foi uma menina há quase 8 anos. A partir daí só tenho meninos na minha lista. E olhem que não são poucos....
Como eu estava a descrever, posto este facto não fiquei propriamente surpresa quando a minha sobrinha anunciou que iria ter um rapaz (dito pela médica que lhe fez a primeira eco).

Ora, hoje era dia de eco.... daquelas em que se vê tudo ao pormenor. Qual o resultado? Pois que afinal o Gustavo afinal é uma Beatriz. UPS!!!

Será que é desta que o feitiço se quebrou e vou ter uma princesinha para mimar? ;)

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Saúde acima de tudo!

Neste momento encontro-me numa fase em que, acima de tudo, quero zelar pela minha saúde.

Para isso, vou ao ginásio com uma frequência aceitável (e como costumo dizer, não me interessa ir lá fazer coceguinhas ao corpo... para isso ficar sentada no sofá é mais confortável) e tento ter uma alimentação o mais saudável possível.

Em busca da alimentação mais adequada para mim, tenho lido muito sobre vários tipos de alimentação, sigo nas redes sociais várias pessoas que praticam vários tipos de alimentação, etc.
O certo é que retiro ensinamentos de todos... mas a regra mais importante é dizer não aos alimentos processados, tentar sempre fazer comida fresca com alimentos frescos é o que mais resulta comigo.

Essa regra vem, essencialmente, do regime paleo. O problema deste regime é que restringe muito os alimentos.
Não podes comer hidratos de carbono porque.... Não podes comer leguminosas porque... Não podes comer....
Resumindo, podes comer proteína e gordura (eu sei que esta é uma visão muito limitada do que é o paleo) e pouco mais.

Ora, com isso eu não concordo! Ok, legumes e fruta têm hidratos de carbono... mas será que vem um mal tão grande ao mundo se eu comer um pouco de arroz integral para complementar a minha refeição? Bom, não vou falar pelos outros.... mas a mim não vem! Aliás, fico muito mais satisfeita nas refeições em que tenho essa porção no prato.

Tudo isto para dizer que já falei sobre este assunto com um instrutor do ginásio (apanhou-me num grupo de alimentação paleo no facebook e não descansou enquanto não veio falar comigo) e ele concorda comigo. Comer de tudo um pouco, ouvindo o nosso corpo.

Ora, ontem durante o meu treino ele estava a ser PT de uma rapariga que eu sei que pratica paleo. A certa altura ouço a seguinte conversa:
PT - O que vais comer depois do treino?
Ela - Proteína....
PT - E hidratos de carbono?
Ela - ... e papas de aveia com fruta.
PT - Se eu sei que não comes hidratos de carbono chateio-me a sério contigo!

Ao ouvir esta conversa não consegui evitar um sorriso... porque lá está, já falei com ele sobre esse tipo de alimentação e sei que ele é contra. Por isso imagino o quanto ele não a deve chatear com isso!

Mulher é "bicho brabo"!

Podem dizer o que disserem mas as mulheres são territoriais. Umas mais outras menos mas, por norma, todas temos essa característica.

Eu própria o sou e não tenho problemas em admitir. Por vezes tenho, isso sim, problemas em lidar com a "invasão do meu espaço" (que é como quem diz "tentarem mexer no que considero meu"). Nem sempre reajo bem... sendo certo que, a maior parte das vezes, faço um esforço para não transparecer o que internamente estou a sentir. Umas vezes com sucesso, outras nem por isso.

Agora.... sentir que me estão a "atacar" porque, nitidamente, acham que lhes estou a roubar espaço quando na verdade eu não quero o espaço dessa pessoa. Apenas quero criar o meu próprio espaço ao lado... Isso é coisa para me deixar triste.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Da falta de profissionalismo

De há uns tempos para cá tenho andado a fazer vários contactos com agentes imobiliários com o intuito de, eventualmente, adquirir casa.
Ora, nestes contactos que fui fazendo deparei-me com tantas situações de deixar a boca aberta que achei que o melhor seria partilhar. Pode ser que este texto sirva para alguns profissionais da área perceberem o que não devem fazer.

1. solicitei pedido de visita (por 2 vezes, para o mesmo imóvel) numa empresa imobiliária bastante activa no facebook. já se passaram meses. ainda estou à espera do contacto. talvez se lembrem em 2054.

2. fui fazer uma visita (numa 6ª ao fim do dia) a um imóvel bastante interessante mas cuja localização não me agradava. expliquei ao agente o que pretendia e ele ficou super entusiasmado, disse-me que tinha vários imóveis que correspondiam ao que eu pretendia, mostrou-me inclusivamente 1 "em papel" (que eu queria mesmo visitar porque correspondia à minha pretensão e era um prédio que eu já conhecia) e comprometeu-se a mandar-me as opções que tinha, por email, na 2ª e a ligar-me para marcarmos visita no tal que eu queria ver. já passaram meses.... se calhar o problema foi ele não ter dito que 2ª seria.

2.1. escusado será dizer que já vi vários anúncios de imóveis desta imobiliária e não pedi contacto de mais nenhum....

3. mais uma vez, solicitei visita a um determinado imóvel. fui contactada pelo agente para marcar visita. mas primeiro eu tinha de me deslocar à loja pois até tinha imóveis que não estão na net e que poderiam interessar. fez-me ir à loja (que fica super fora de mão) e marcou numa hora em que há mercado ao lado da loja... imaginem a facilidade no estacionamento. quando lá cheguei perguntou-me se eu era a Sofia ou a Maria visto que tinha 2 marcações para a mesma hora. primeira má impressão: check!

3.1 quis marcar visita para vários imóveis mas esqueceu completamente o imóvel que eu tinha efectivamente pedido visita. segunda má impressão: check!

3.2 eu fui sozinha à loja. nunca em tempo algum falei de uma segunda pessoa que fosse adquirir o imóvel comigo (porque efectivamente era um passo que estava a tomar sozinha) e de repente pergunta-me se "somos os dois efectivos". estive quase para perguntar se era eu e o fantasma das cuecas rotas. terceira má impressão: check!

3.3 não contente com a grande argolada que meteu, de seguida pergunta-me quanto é o meu salário. aqui fiquei tão atónita que tive de pedir que repetisse a pergunta não fosse eu ter ouvido mal. não, eu não tinha ouvido mal. levou como resposta um redondo NÃO. quarta má impressão: check!

3.4 este correu tão mal que antes do dia que tínhamos combinado para fazer as visitas aos imóveis que ele escolheu, comecei a achar que não queria ter nada a ver com aquela pessoa. quando me mandou sms a pedir confirmação das visitas, respondi a cancelar. perguntou quando poderíamos remarcar. respondi que não era para remarcar. perguntou se eu já tinha comprado casa... e eu tive a certeza que tinha acabado de tomar a decisão certa! aquela pessoa não me ia vender casa nenhuma, nunca jamais em tempo algum.

4. mando contacto a solicitar informações sobre a localização (aliás, fui muito concreta e pedi o nome da rua). recebi um email que dizia simplesmente "envio-lhe o meu contacto para me ligar" e onde não havia nenhum número de telefone. respondi a questionar se me podia responder às questões que eu havia colocado (eu não tinha questionado apenas sobre a localização). respondeu exactamente a mesma coisa. insisti. apenas responde dizendo que fica na zona X. coloco no google maps e percebo a relutância na resposta. aquilo fica, no minimo, a uns 10km de distância do local que está anunciado. não, obrigada!

5. mais uma moedinha mais uma voltinha. novamente a minha abordagem foi questionar sobre o nome da rua. a resposta foi "não sei o nome da rua mas fica ao pé de X e Y e tem uma foto do exterior, pode ser que conheça o prédio". primeiro, não sabe o nome da rua???? até pode não estar no processo (que já de si é um grande erro) mas vai ao google maps, descobre e não faz figura de otário perante um potencial cliente. segundo, não me lembrava de ver nenhum foto do exterior do prédio por isso abri novamente o link que tinha consultado... pois, efectivamente só tinha fotos do interior do apartamento. ora, primeira e segunda má impressão: check, check!!

5.1 juro que escrevi um email a dar nota à pessoa do outro lado a grande barracada que havia cometido.... mas depois apaguei (porque eu até queria visitar o imóvel) e simplesmente perguntei se podia visitar no dia X. respondeu que não fazia marcação por email ou eu ligava para o número XPTO ou lhe dava o meu contacto. mandei o meu número dizendo que não posso atender telefone durante o dia. ligou-me nesse dia por volta das 8h da noite e sou capaz de jurar que ou estava bebedo ou ganzado tal era a forma como arrastava a voz. combinou comigo que me mostraria o imóvel no sábado seguinte mas que depois me confirmaria hora e local. de seguida desliga-me o telefone na cara. terceira e quarta má impressão: check, check!

5.2 o dia que havíamos combinado aproxima-se e nada. já depois das 9h da noite do dia anterior lembro-me que não sei nada para o dia seguinte. mando sms a perguntar se a visita se confirma. responde a dizer que me tinha tentado ligar mas não atendi... e a visita vai ter de ser adiada. vou ver o registo de chamadas e efectivamente ligou 1 vez (confesso que não me apercebi ou teria devolvido a chamada) no dia anterior às 4h30 da tarde. jura? depois de eu lhe dizer que não posso atender durante o dia? não tenta a outra hora? não manda sms? sinais de fumo? nada? quinta má impressão: check!

5.3 pois.... este foi de vela como o outro.

Entretanto abrandei a minha pesquisa de imóvel e acabei até a desistir da ideia de comprar neste momento (por questões pessoais), mas nesta minha saga apenas me deparei com um agente imobiliário que foi 100% correcto no tratamento e que apenas me mostrou imóveis que ele achou que iriam corresponder às minhas exigências. Inclusivamente, o último que ele me mostrou era quase perfeito... o "problema" é que nessa altura eu já estava em processo a mudar a decisão que tinha tomado meses antes.

Parece que sim!

Já fiz a inscrição e tenho alojamento marcado.

Parece que vou mesmo correr os tais 6 km da mini maratona... mas o engraçado é que, depois de ter corrido os 10 km da corrida de Aveiro, fazer esta prova já não parece uma loucura assim tão grande.

Engraçado como as perspectivas mudam tão radicalmente num curto espaço de tempo.